Caso Jean Charles: Scotland Yard pode voltar a matar inocente, afirma policial

A polícia britânica pode voltar a matar um inocente, admitiu nesta terça-feira, ante à corte, a responsável pela operação em que morreu o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista numa estação de metrô de Londres.

AFP |

A mãe do jovem eletricista, Maria Otone de Menezes, ouviu a declaração da testemunha com a cabeça baixa.

"Esse tipo de operação é muito arriscada para todos os envolvidos", afirmou a comissária adjunta da Scotland Yard Cressida Dick, ao ser interrogada pelo advogado da família Menezes se as mesmas falhas em outra operação policial poderiam levar à morte de um inocente.

"Temo que sim, acho que isso ou algo parecido pode voltar a acontecer", declarou Cressida Dick à corte do inquérito público que investiga a morte do eletricista de 27 anos.

"Eu rezo para que não ocorra, mas é possível que uma pessoa inocente possa ser morta em circunstâncias similares", respondeu Dick ao advogado Michael Mansfield, que a interrogou sem trégua sobre as falhas da operação que levou à morte de Jean Charles.

Maria Otone de Menezes, de 63 anos, e seu outro filho, Giovani, ouviram por meio de tradução simultânea as declarações da oficial encarregada das operações no fatídico, 22 de julho de 2005, um dia depois dos atentados fracassados contra o transporte público de Londres e três semanas depois dos ataques terroristas que deixaram 52 mortos, além dos quatro terroristas.

Dick foi posteriormente promovida a subcomissária da Scotland Yard.

ame/cn/fp

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