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Caso Eloá: Jornal português diz que ação da polícia foi desastrada

A desastrada ação polícia paulista pode ter sido responsável pelo trágico desfecho do seqüestro que levou à morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, diz uma matéria publicada na edição desta segunda-feira do jornal português Correio da Manhã. Eloá, de 15 anos, foi mantida como refém durante cinco dias pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes, em um apartamento em Santo André, na região metropolitana de São Paulo.

BBC Brasil |

A adolescente foi baleada durante a invasão policial no cativeiro e teve a morte cerebral confirmada na madrugada de domingo.

"As circunstâncias em que a adolescente foi baleada continuam pouco claras, mas a polícia paulista aparece cada vez mais como grande responsável pelo trágico desfecho do mais longo seqüestro do gênero no Estado de São Paulo", diz a matéria, assinada pelo correspondente do jornal em SP, Domingos Serrinha.

Além de Eloá, uma amiga da adolescente, Nayara Vieira, também foi mantida como refém e acabou sendo baleada com um tiro no rosto pelo seqüestrador. A menina está internada em recuperação.

'Desastrada'
Segundo o jornal, há um conflito entre a justificativa da polícia em invadir o cativeiro e a declaração de repórteres que cobriam o caso do lado de fora do apartamento.

O diário cita a afirmação da polícia de que a decisão sobre a invasão teria sido tomada depois que barulhos de tiros foram ouvidos do lado de fora do cativeiro. No entanto, os repórteres ouvidos pelo jornal afirmam que os tiros só foram disparados depois da invasão policial no apartamento, cuja porta foi detonada com explosivos.

"Fica cada vez mais claro que foi a desastrada invasão policial, ocorrida quando um promotor de Justiça e um advogado contratado pela família de Lindemberg já o tinham convencido a entregar-se, que fez com que ele atirasse sobre as adolescentes", afirma o jornal.

De acordo com o Correio da Manhã, Eduardo Félix, que comandou a operação policial, "piorou as coisas ao afirmar que a polícia não abateu o seqüestrador por ele não ser um bandido e sim um jovem trabalhador a sofrer por amor".

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