Casamento anulado porque a noiva não era virgem volta aos tribunais

PARIS - A anulação de um casamento devido ao fato de a esposa ter mentido sobre sua virgindade foi novamente examinada nesta segunda-feira por uma corte de apelações de Douai, meses depois da revelação do caso, que provocou grande comoção em França.

AFP |

Os advogados de ambos cônjuges pediram em apelação a anulação do matrimônio.

A promotoria-geral, que mencionou a possibilidade de buscar uma saída, quer que a anulação do casamento esteja fundamentada num "motivo legítimo", ou seja, que não seja a questão da virgindade da esposa.

Em abril desse ano, o tribunal de Lille anulou o casamento "por erro sobre as qualidades essenciais do cônjuge".

O homem descobriu na noite de núpcias que sua esposa não era virgem, tal como esta havia afirmado, mentindo sobre o que, para ele, é um valor essencial.

A decisão do tribunal foi adotada por demanda do marido, mas aceita pela mulher. Ambos são muçulmanos de origem marroquina. A decisão provocou grande comoção na classe política e na opinião pública da França.

A secretaria de Estado de Assuntos Urbanos, Fadela Amara, ex-dirigente de uma organização feminista, classificou a decisão de "decreto religioso contra a emancipação das mulheres".

A corte de Douai vai deliberar até 17 de novembro. No caso de anulação pura e simples do primeiro veredicto, o casal continuará casado.

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