Casal Obama tem recepção real em primeiro dia na Grã-Bretanha

Início da viagem de líder dos EUA se limita à pompa e ao protocolo, com jogo de pingue-pongue e jantar de Estado

iG São Paulo |

A visita oficial de três dias do presidente americano Barack Obama é vista na Grã-Bretanha como uma oportunidade de reforçar o que os britânicos chamam de "relação especial" entre os dois países. Mas, no primeiro dia, a agenda se limitou a pompa e protocolos.

Obama foi recebido com uma salva real de 41 tiros de canhão no Palácio de Buckingham. A família real britânica, que recentemente encantou o mundo com o casamento do príncipe William com Kate Middleton - os novos duque e duquesa de Cambridge -, proporcionou a Obama e sua mulher, Michelle, um gostinho da pompa e circunstância do palácio.

Os 41 disparos ocorrerem enquanto a rainha Elizabeth 2ª , seu marido, o príncipe Philip, o príncipe herdeiro Charles e sua mulher, Camilla, a duquesa de Cornwall, escoltaram os Obama até o terraço oeste do palácio para a cerimônia formal de sua chegada.

Ao discursar, Obama ressaltou o "relacionamento especial" que os Estados Unidos têm com a Grã-Bretanha. "Nossa relação tem como alicerces o mesmo idioma, a história em comum e a forma idêntica como obedecemos as leis, os direitos de homens e mulheres, ideais que nasceram nesta nação", disse Obama durante banquete oferecido pela rainha Elizabeth 2ª no Palácio de Buckingham.

Obama agradeceu a "solidariedade que a Grã-Bretanha mostrou aos EUA na década passada", após os ataques de 11 de Setembro de 2001. A Grã-Bretanha foi o país que mais enviou tropas (depois dos EUA) às guerras no Iraque e no Afeganistão.

"Desde o primeiro dia, vocês foram nosso parceiro mais próximo na luta para proteger nossos povos de ataques terroristas e o extremismo violento no mundo, apesar dos pesados sacrifícios feitos", disse ele. "E, ao nos depararmos com os desafios do século 21, podemos confiar nesta parceria", completou.

Viagem

Obama está na segunda escala de um giro por quatro países europeus, após ter chegado da Irlanda na noite de segunda-feira. Depois ele participará de uma cúpula do G8 em Deauville, na França, na quinta-feira, e terminará a semana na Polônia.

Embora tenha negócios sérios a tratar em suas discussões com líderes mundiais, Obama passou a terça-feira acostumando-se com o Palácio de Buckingham, na segunda visita de Estado na história já feita à Grã-Bretanha por um presidente americano. A primeira foi feita por George W. Bush em 2003.

No gramado do palácio, Obama acompanhou o príncipe Philip em uma inspeção cerimonial de um regimento da Guarda Escocesa.

Antes da cerimônia, a rainha e o príncipe Philip mostraram aos Obama a suíte belga de seis cômodos onde eles vão passar duas noites. A suíte foi usada pela última vez por William e Kate na noite de seu casamento, em abril.

Os Obama tiveram um encontro reservado com os recém-casados, que não participaram da cerimônia de chegada. Mais tarde, após o almoço no palácio, Obama foi à Abadia de Westminster, reuniu-se com o primeiro-ministro David Cameron - com quem jogou pingue-pongue - e participou de um jantar de Estado presidido pela rainha.

Relacionamento especial

Embora os dois governos tenham algumas diferenças sobre questões como a Líbia, por exemplo - na qual Obama é visto como mais lento que os europeus na batalha -, o presidente e Cameron destacaram o caráter singular das relações entre EUA e Grã-Bretanha em um artigo de opinião publicado no The Times de Londres.

"Um relacionamento não apenas especial, mas essencial", escreveram. "Não é apenas o fato de a história nos unir. Quer seja travando guerras ou reconstruindo a economia, nossas necessidades e crenças são as mesmas."

Obama e Cameron devem anunciar a formação de um conselho de segurança nacional americano-britânico para trabalhar sobre desafios internacionais e compartilhar inteligência, disse um funcionário da administração Obama.

O conselho não teria sido idealizado em resposta a qualquer questão isolada, mas vai possibilitar "uma abordagem mais guiada e coordenada para analisar os desafios para além do horizonte que poderemos enfrentar no futuro".

Na década passada, Londres foi o único aliado de peso de Washington no Iraque. A Grã-Bretanha tem o segundo maior contingente no Afeganistão, depois do Iraque, e, mais recentemente, os dois países, mais a França, vêm liderando ataques aéreos do Ocidente na Líbia.

*Com Reuters e BBC

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