Casal muçulmano multado por negar presença de homens durante um parto

Um casal de muçulmanos, que reclamava uma indenização de um hospital francês depois do nascimento de um filho deficiente físico, viu seu pedido negado e, além disso, terá de pagar 1.000 euros de multa, pois o pai impediu, por motivos religiosos, que médicos homens acompanhassem o parto.

AFP |

Na decisão emitida nesta terça-feira, a corte de apelações de Lyon determinou que "o estado da criança é totalmente imputável à atitude de Radouane Ijjou e o casal não pode buscar a responsabilidade do centro hospitalar de Bourg-en-Bresse ao qual acusam".

A criança, nascida em 8 de novembro de 1998, tem 100% de incapacidade por causa de complicações neurológicas ocourridas durante o parto.

Segundo o tribunal, a oposição do pai em relação a qualquer presença masculina provocou a incapacidade da criança, impedindo que se fizesse exames que teriam evitado as complicações neurológicas.

Segundo a justiça, alegando suas convicções religiosas, o homem se opôs a qualquer presença masculina na sala de parto e, quando finalmente aceitou a intervenção de médicos homens, era tarde demais para realizar uma cesariana e o parto foi feito com fórceps.

may/pre/cn/fp

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