Casal Kazcynski será enterrado em castelo em Cracóvia

Juan Carlos Verruma. Varsóvia, 13 abr (EFE).- O presidente polonês, Lech Kaczynski, e sua esposa Maria, que morreram no sábado em um acidente aéreo, serão enterrados entre reis no histórico castelo de Wawel, situado sobre uma colina na Cracóvia.

EFE |

Fontes governamentais anunciaram hoje que o casal Kaczynski será enterrado na fortaleza de Wawel, cuja construção teve início no século IX e que guarda em seu castelo e catedral os restos mortais de cerca de 20 monarcas poloneses dos séculos XIV ao XVIII, assim como personalidades históricas do país.

As autoridades confirmaram ainda a realização de cerimônias de homenagem em memória dos 96 falecidos no acidente aéreo de Smolensk, na Rússia, para os quais será realizado no sábado um ato oficial e público, ao qual se espera a presença de estadistas de todo o mundo, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da Rússia, Dmitri Medvedev.

O ministro e porta-voz da Presidência polonesa, Jacek Sasin, anunciou hoje que o funeral conjunto de todas as vítimas da tragédia será realizado na data prevista, apesar de não poder confirmar se todas as vítimas terão sido identificadas até então.

Cidadãos poloneses prestaram homenagens hoje ao presidente e a sua esposa, quatro dias depois do acidente aéreo em Smolensk que matou 96 pessoas, muitas delas importantes autoridades institucionais.

Milhares de pessoas aguardavam na fila em frente ao Palácio Presidencial de Varsóvia para prestar sua última homenagem ao casal presidencial.

As autoridades anunciaram que o velório, que será realizado na Sala de Colunas do palácio, acontecerá durante toda a noite e os dias até a cerimônia em homenagem às vítimas do acidente de sábado.

No início da tarde, o cardeal Jozef Glemp celebrou uma missa extraordinária na catedral de Varsóvia, que contou com a presença, entre outros, do presidente interino do país, Bronislaw Komorowski; do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk; e dos ex-presidentes Lech Walesa e Aleksander Kwasniiewski.

Anteriormente, os membros das câmaras alta e baixa do Parlamento polonês realizaram uma cerimônia em memória de seus companheiros falecidos no acidente - 15 deputados e três senadores. Jaroslaw Kaczynski, líder da oposição conservadora e irmão gêmeo do presidente, estava visivelmente abalado.

O dia começou com a chegada a Varsóvia de Moscou do corpo da esposa do presidente, que pôde ser identificado graças à sua aliança de casamento.

Maria contava com grande popularidade entre os poloneses por ser uma grande defensora dos direitos da mulher.

Recebido com honras militares no aeroporto, seu cortejo fúnebre fez o mesmo percurso que o de seu marido, há dois dias, e foi igualmente acompanhado por milhares de poloneses até o Palácio Presidencial sob uma chuva de flores e aplausos.

Duas horas depois, o velório foi aberto ao público, onde os dois caixões estão cobertos pela bandeira polonesa, adornados com coroas de flores brancas e escoltados por uma guarda militar de gala em frente a um corredor com tapete vermelho pelo qual os cidadãos podem circular para prestar homenagem ao casal presidencial.

A catástrofe aconteceu no sábado, depois da queda do avião que levava a delegação de Kaczysnki à cerimônia em memória dos mais de 20 mil oficiais e soldados poloneses mortos pelos serviços secretos de Stalin, em Katyn (Rússia), há 70 anos. EFE jcb-nt/pd

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