Casal italiano é condenado à prisão perpétua por matar 4 vizinhos

Roma, 26 nov (EFE) - A Audiência Provincial de Como, no norte da Itália, condenou hoje à prisão perpétua Olindo Romano e sua esposa, Rosa Bazzi, considerados os autores do assassinato de quatro pessoas em 11 de dezembro de 2006, entre elas três de uma mesma família. Após quase sete horas de deliberação, o presidente da audiência pronunciou o veredicto do júri popular, recebido com aplausos pelo público que lotava a sala. Os acusados estavam ausentes, mas alguns parentes das vítimas ouviram a sentença sobre o chamado Massacre de Erba.

EFE |

A condenação, cujo texto será disponibilizado até 24 de fevereiro, acata o pedido da Promotoria, incluindo o isolamento dos condenados nos três primeiros anos de cumprimento da pena.

Descontando os recursos os quais a defesa deve impetrar contra o resultado, a decisão do júri coloca fim a um caso que durante quase dois anos recebeu uma grande atenção midiática na Itália.

A decisão do júri foi recebida com satisfação pelos promotores, que consideraram que "faz Justiça" e coroa "um grande trabalho" da acusação, enquanto os advogados de defesa afirmaram que "a sentença já estava escrita" e que a sede escolhida para julgar o caso "não era a melhor".

Alguns dos parentes afirmaram que, agora, seus "entes queridos poderão descansar em paz", como Azouz Marzouk, marido e pai de dois dos mortos.

Outros familiares, como Andrea Frigerio - filho do único sobrevivente da tragédia, Mario Frigerio -, comemoraram que tenha sido feita Justiça, mas lamentou que "a paz ainda esteja longe".

O depoimento de Frigerio foi exatamente uma das provas mais importantes para acusar Romano e Bazzi, assim como grampos telefônicos e uma suposta confissão que o primeiro escreveu entre as páginas de sua Bíblia, apesar de o acusado ter negado posteriormente que as palavras admitissem sua culpabilidade.

A decisão estabelece ainda indenizações de entre 10 mil e 60 mil euros para o único sobrevivente do crime, seus filhos e os parentes dos quatro assassinados.

Em 11 de dezembro de 2006, foram encontrados em casa os corpos degolados de Raffaella Castagna, de 27 anos, seu filho Youssef, de dois; a avó materna da criança, Paola Galli; e a vizinha Valeria Cherubini, enquanto o marido desta, Mario Frigerio, ficou gravemente ferido.

Um mês depois, Olindo Romano, de 46 anos, e sua mulher, Rosa Bazzi, de 45 - considerado um casal pacato de Erba -, foram detidos como supostos autores do massacre.

Segundo o promotor, os dois resolveram cometer os assassinatos após brigarem novamente com a vizinha de cima, Raffaella Castagna, que havia lhes denunciado por "ameaças e injúrias". EFE ddt/db

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