Casa Branca tranquiliza pais preocupados com discurso de Obama

A Casa Branca fez questão nesta segunda-feira de tranquilizar os pais dos alunos americanos que temem ver o presidente Barack Obama influenciar politicamente seus filhos em um discurso de volta às aulas previsto para terça-feira.

AFP |

Nesta segunda-feira, na tentativa de amenizar a polêmica, a Casa Branca divulgou o texto do discurso presidencial em seu site internet.

Obama pede aos alunos americanos que "trabalhem duro".

"Precisamos que cada um de vocês desenvolva seu talento, suas competências, sua inteligência para que possam ajudar a resolver nossos problemas mais difíceis", diz o texto do discurso preparado antecipadamente e divulgado pela Casa Branca.

"Se vocês não fizerem isto, se vocês deixarem a escola, vocês não estarão somente abandonando vocês mesmos, vocês estarão abandonando seu país", continua o texto, que não tem mensagem política explícita.

Antes da divulgação do discurso, os conservadores criticaram a iniciativa do presidente, que eles consideram uma lavagem cerebral, e pais se queixaram com professores.

O discurso, que será pronunciado em um colégio de Virgínia (leste), será retransmitido nos estabelecimentos escolares de todo o país.

A polêmica começou quando o ministério da Educação enviou às escolas americanas uma "cartilha de atividades de classe". Este documentou sugeriu, entre outras coisas, que os alunos escrevam sobre o tema "Como ajudar o presidente".

"Isto é como colocar Obama no centro de tudo. Isto não tem nada a ver com educação, mas com venerar Barack Obama", declarou à AFP Michael Leahy, porta-voz do grupo conservador Nationwide Tea Party Coalition. "Isto é doutrinação pura e simples sobre o culto de Barack Obama, e somos contra isso", disse.

Para acalmar os ânimos, o ministério da Educação retirou a sugestão de ajuda ao presidente.

Jim Greer, presidente do partido republicano da Flórida, afirmou que o presidente estava indo às salas de aula americanas para pregar uma ideologia socialista, um termo pejorativo nos EUA.

"A ideia de que os alunos em todo o país vão ser obrigados a olhar o presidente vender sua reforma para um seguro saúde, bancos e companhias automobilísticas públicas, não é só irritante, mas vai de encontro ao pensamento da maioria dos americanos", disse Greer, pai de quatro crianças.

Com o aumento da tensão nesta semana, algumas autoridades escolares locais decidiram não divulgar o discurso. Outras indicaram que deixariam a decisão para os professores e responsáveis dos estabelecimentos. Outras ainda disseram que se os pais são contra e preferem que suas crianças não ouçam o discurso, elas podem faltar à aula.

Segundo um responsável de uma escola, que não quis se identificar, os país foram em peso às escolas para se queixar do discurso.

Outros presidentes, como George Bush (pai) e Ronald Reagan -republicanos- pronunciaram discursos aos alunos, sem gerar tamanha oposição.

kdz/emp/lm

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