Casa Branca reduz previsão de crescimento para 1,6% em 2008

Washington, 28 jul (EFE).- O Governo Bush baixou hoje para 1,6% a previsão de crescimento para este ano, e anunciou que o déficit fiscal será elevado para US$ 389 bilhões.

EFE |

Há cinco meses, a Casa Branca havia afirmado que o crescimento seria de 2,7%, mas hoje assinalou que espera uma evolução de 1,6%.

Para o próximo ano, a economia poderia crescer aproximadamente 2,2%, ao invés de 3% como era previsto em fevereiro.

Além disso, hoje informou que no ano fiscal de 2008 será gerado um déficit fiscal de US$ 389 bilhões.

Para o ano fiscal 2009, que começa em 1º de outubro, o déficit do orçamento federal chegará ao número sem precedentes de US$ 482 bilhões, cerca de 18,4% a mais do que se calculava antes.

No período fiscal 2007 o déficit foi de US$ 163 bilhões.

"Estes déficits projetados são mutáveis, e serão temporários caso sejam mantidos os controles sobre as despesas, seja mantida baixa a carga tributária e a economia continue crescendo", disse o diretor de Orçamento da Casa Branca, Jim Nussle, no relatório que enviou hoje à presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

Mas para o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid, o "enorme déficit do orçamento é um sintoma dos muitos problemas graves que o Governo Bush se nega a atender", apontou.

A maioria dos analistas tinha calculado que o déficit deste ano seria de aproximadamente US$ 407 bilhões e que subiria a US$ 447 bilhões para o seguinte ano.

O déficit no período fiscal de 2009 refletirá a desaceleração da atividade econômica e o custo dos pagamentos distribuídos durante um pacote de estímulo econômico de US$ 168 bilhões promulgado em fevereiro pelo presidente Bush.

A cifra mais elevada de déficit até agora foi a de 2004, com US$ 413 bilhões que, ajustados por inflação, representariam hoje US$ 478 bilhões.

O déficit calculado para o ano fiscal de 2009 equivalerá a 3% ou 4% do Produto Interno Bruto dos EUA, ainda muito abaixo dos 6%, recorde registrado na Presidência de Ronald Reagan, e que foi o mais alto desde o fim da Segunda Guerra Mundial. EFE jab/bm/rr

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