Washington, 4 dez (EFE) - A Casa Branca qualificou hoje de conquista impressionante o acordo de segurança assinado entre os Estados Unidos e o Iraque que permite a permanência das tropas americanas no país até 2011.

Em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que o acordo, que foi aprovado hoje pelo Conselho Presidencial iraquiano, representa uma "conquista impressionante para os dois países".

O pacto guiará a relação bilateral e contribuirá para solidificar os avanços democráticos no país, afirmou a porta-voz.

Em comunicado, o comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque, o general Raymond Odierno, afirmou que suas forças começarão a implantar o acordo imediatamente.

Odierno e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crooker, expressam desejo de continuar, "sob este acordo, a redução das tropas americanas e a normalização das relações bilaterais como duas nações soberanas e iguais".

O acordo também abre um caminho para que os soldados americanos no Iraque, cerca de 150 mil atualmente, voltem ao país.

Após a aprovação por parte do Conselho Presidencial, o último trâmite que falta para que entre em vigor é a publicação do texto do acordo no diário oficial.

A ratificação de hoje aconteceu uma semana depois que o Parlamento aprovou o polêmico pacto.

O acordo, que foi objeto de duras negociações entre as autoridades americanas e iraquianas desde março, regulará a presença das tropas dos EUA após expirar o mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU no final de dezembro.

Apesar de o acordo estabelecer a retirada definitiva das tropas americanas até o final de 2011, especifica que sua presença nas ruas iraquianas deve ser limitada até o fim do primeiro semestre de 2009.

O pacto inclui a convocação de um referendo, em 30 de julho, no qual os iraquianos se pronunciarão sobre o acordo levando em conta o grau de cumprimento dos Estados Unidos.

"O Iraque é um país soberano e poderia decidir muitas coisas distintas" nesse referendo, explicou Perino, que indicou que "o fato de que seus líderes tenham assinado hoje o acordo significa que reconhecem que vão continuar precisando de nossa ajuda durante uma temporada".

A ratificação por parte do conselho coincide hoje com um novo dia de violência no Iraque, onde pelo menos 15 pessoas morreram e 147 ficaram feridas em dois atentados suicidas cometidos com caminhões-bomba em Faluja, no oeste do país. EFE mv/db

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