Casa Branca muda de mãos e já circulam rumores sobre equipe de Obama

Macarena Vidal. Washington, 4 nov (EFE).- Após a eleição do democrata Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos, a Casa Branca se prepara para mudar de mãos pela primeira vez em oito anos, em um momento crítico para os país, que vive uma grave crise econômica e tem duas frentes de batalhas abertas em nome da luta contra o terrorismo internacional.

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A mudança promete ser arrasadora: não só marca a troca de republicanos por democratas no poder, como também consolida uma mudança racial e de geração no perfil de um chefe de Estado americano.

Nos últimos dias, já se especulava sobre a equipe que Obama levaria à Casa Branca se ganhasse as eleições. Uma das apostas é Rahm Emanuel, o chefe da bancada democrata na Câmara de Representantes, que deve ser convidado para ser chefe de gabinete do presidente eleito.

Outros nomes fortes são os do governador do Novo México, Bill Richardson, e o da assessora de Política Externa da campanha de Obama, Susan Rice, ambos cotados para assumir o Departamento de Estado, à frente do qual está encontra-se a republicana Condeleezza Rice.

Já para o posto de porta-voz da Casa Branca, os favoritos seriam Stéphanie Cutler, assessora de imprensa do ex-candidato democrata John Kerry, e Robin Gibbs, que falou por Obama ao longo de toda a campanha.

O que é dado como certo, segundo os especialistas, é que Obama vai quer ser rápido no processo de transição.

Na lembrança dos democratas, está a demora de Bill Clinton em montar sua equipe após ter sido eleito presidente em 1992, o que fez ele começar mal o seu mandato e terminar de maneira desastrosa seus dois primeiros anos na Presidência.

A equipe de transição de Obama, liderada pelo ex-chefe de gabinete de Clinton, John Podesta, está há semanas em contato direto com o Conselho de Coordenação da Transição (TCC, na sigla em inglês) da Casa Branca.

A atual Administração já vinha preparando o acesso dos candidatos a informações sobre os trabalhos do serviço secreto, sobre questões de segurança nacional e sobre a crise financeira.

Especificamente, esse último problema é o que, de imediato, mais trabalho dará ao presidente eleito.

Em apenas dez dias, acontecerá em Washington uma cúpula do G20, grupo que reúne os países mais desenvolvidos e as principais economias em desenvolvimento. No encontro, as nações participantes debaterão possíveis soluções para crise financeira internacional.

A Casa Branca já deixou claro que não espera que o vencedor participe diretamente da reunião em Washington. Obama, por sua vez, disse que não iria interferir na reunião e deixaria o atual presidente, George W. Bush, comandá-la.

Ainda assim, disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, a representação americana buscará as opiniões do presidente eleito.

Embora o novo chefe de Estado vá assumir só em 20 de janeiro, durante os meses de transição ele já terá que se preparar para decisões que podem ser muito difíceis, especialmente no que respeita aos conflitos no Iraque e no Afeganistão.

Ao longo de sua campanha, Obama prometeu que poria fim aos confrontos no Iraque o mais rápido possível, embora tenha suavizado sua postura ao longo dos meses, deixando de lado um prazo taxativo de 16 meses para defender que o principal fator a ser considerado serão as condições sobre o terreno.

Obama também prometeu que dará prioridade ao conflito no Afeganistão, onde pretender reforçar a presença das tropas americanas.

As negociações sobre o futuro dos soldados dos EUA no Iraque ainda estão avançaram, e os funcionários em Washington são cada vez mais pessimistas quanto à sua conclusão antes do fim do ano, quando expira o mandato da ONU que regula essa presença.

A atitude que possa adotar o presidente eleito será importante para o êxito dessas conversas.

Após oito anos de uma Casa Branca muito criticada no exterior, também será interessante ver como se transcorrem os primeiros meses de uma Administração democrata com Obama à frente. Serão significativas, por exemplo, as primeiras viagens do novo chefe de Estado.

Por enquanto, os primeiros sinais são bons. As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, em uma mensagem de boas-vindas a mudanças na Casa Branca. EFE mv/sc

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