Washington, 17 ago (EFE).- O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou hoje que nada mudou em relação à ideia do presidente americano, Barack Obama, de incluir uma opção pública em uma eventual reforma do sistema de saúde do país.

Segundo Gibbs, o Executivo não alterou sua postura em torno do papel do Governo federal no momento de oferecer um plano de saúde que concorra com os do setor privado.

Mesmo sem dar uma lista de companhias e grupos que obstaculizam a reforma, o porta-voz assegurou que, atualmente, "o mercado de seguro-saúde não oferece opção, nem concorrência".

"Obama prefere a opção pública, mas se outras ideias surgirem, ficará feliz em vê-las", reiterou Gibbs em várias ocasiões aos jornalistas.

Suas declarações ocorrem um dia depois que membros do alto escalão do Governo - entre eles o próprio Gibbs e a secretária de Saúde americana, Kathleen Sebelius - sugerissem que a Administração Obama estaria disposta a abandonar a "opção pública", que recebeu ampla resistência republicana.

A "opção pública", contida em uma versão da reforma avaliada pela Câmara de Representantes, é um dos pontos mais polêmicos da reforma de saúde, que procura dar cobertura médica universal a todos os americanos.

Os que se opõem a essa opção asseguram que o Governo não deve ter ingerência na assistência médica às famílias, enquanto grupos progressistas que a apoiam replicam que a presença estatal é um elemento-chave para competir com o setor privado e assim baratear os custos de saúde.

Para a ala liberal do Partido Democrata, a "opção pública" fomentaria um ambiente competitivo que poria fim às práticas do setor privado que impuseram cobranças exorbitantes a muitas famílias e encheram os bolsos dos executivos das seguradoras.

A reforma na saúde foi uma das promessas eleitorais de Obama em 2008. Calcula-se que 47 milhões de americanos não tenham plano de saúde, mas esse número não inclui os que têm cobertura parcial. EFE mp/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.