Casa Branca exige que Rússia acelere a retirada de suas tropas da Geórgia

Washington, 20 ago (EFE).- A Casa Branca afirmou hoje que as forças russas começaram a se retirar da Geórgia, mas disse que o recuo não é significativo e tem que ser acelerado.

EFE |

Em discurso proferido em Orlando (Flórida), o presidente George W. Bush reiterou sua condenação às ações militares da Rússia dos últimos dias e afirmou que as províncias da Ossétia do Sul e da Abkházia pertencem à Geórgia.

No avião presidencial a caminho de Orlando, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe, apoiou a condenação a Moscou, mas disse que há "sinais iniciais de alguma retirada" das tropas russas da Geórgia.

Declarou que a retirada "não é significativa e tem que ser acelerada" e "quanto antes melhor".

"Tanto o número (de tropas) como o ritmo da retirada deve ser aumentado e o mais rápido possível", afirmou Johndroe em suas declarações à imprensa.

As autoridades da Geórgia denunciaram hoje que a Rússia, apesar de suas declarações de que retira suas tropas, está ampliando na prática as áreas de ocupação.

As tropas russas mantinham o controle da cidade de Gori, a 70 quilômetros de Tbilisi, capital georgiana, mas retiraram quatro postos de controle, informa a emissora "Rustavi-2".

A Rússia afirmou que acelerará a partir de sexta-feira a retirada de suas unidades militares enviadas ao território da Geórgia.

Johndroe reiterou que Moscou, que foi um aliado chave dos EUA na hora de tentar convencer o Irã e a Coréia do Norte da necessidade de abandonarem seus respectivos programas nucleares, está colocando em risco sua reputação na comunidade internacional com suas ações na Geórgia.

"Quisemos que a Rússia faça parte de uma grande comunidade internacional. A Rússia está tomando uma decisão e esperamos que não seja uma decisão estratégica a longo prazo, mas a Rússia está tomando uma decisão que somente a isola", declarou o porta-voz.

Segundo Johndroe, Moscou já está sentindo as repercussões de sua incursão militar na Geórgia, em referência ao acordo que permitirá que os EUA posicionem seu escudo antimísseis na Polônia, um projeto que a Rússia chama de "ameaça direta".

"Países do centro e do leste da Europa não querem voltar aos tempos que regiam antes", declarou. "Avaliam sua liberdade e não têm nenhum interesse em que seu vizinho os invada", concluiu. EFE cae/fal

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