Casa Branca estuda possível pronunciamento de Bush sobre crise econômica

Washington, 24 set (EFE).- A Casa Branca disse hoje que estuda a possibilidade de o presidente George W.

EFE |

Bush se dirigir na noite de noite à nação, no horário de maior audiência, para expor a importância de atuar com contundência diante da crise financeira que seu país enfrenta.

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse hoje aos jornalistas que neste momento se avalia a possibilidade de o presidente, que está em Nova York, onde ontem pronunciou o discurso inaugural da Assembléia das Nações Unidas, pronunciar o discurso na noite de hoje.

Ela acrescentou que se analisa a possibilidade "assim como a data e o local" no qual este discurso poderia ser realizado. Segundo Perino, Bush deseja compartilhar com a nação seus pensamentos sobre a importância de tomar medidas diante dos descalabros dos mercados financeiros.

Perino afirmou que, caso não seja realizada uma "ação decisiva", o país pode ter de enfrentar uma "calamidade financeira".

Ela acrescentou que o presidente está vendo a forma de responder às muitas perguntas e preocupações que o povo tem sobre a atual crise financeira e neste contexto se estuda se uma mensagem à nação é a melhor forma de fazer isto.

"Tudo é dúvida e ainda estamos trabalhando nisto", declarou Perino.

O líder americano afirmou hoje que o Congresso acabará aprovando um plano de resgate financeiro "sólido", logo que forem resolvidas as diferenças entre o Capitólio e a Casa Branca sobre a iniciativa.

Em declarações em reunião com representantes de países latino-americanos, Bush pareceu mostrar-se menos otimista que em dias anteriores sobre a rapidez com a qual vai ser autorizado o projeto, que requer uma alocação avaliada em US$ 700 bilhões.

Em oportunidades anteriores expressou sua segurança de que o plano poderia ser aprovado esta mesma semana, mas hoje eliminou qualquer referência a um marco de tempo.

"Tenho confiança de que quando tudo for resolvido teremos um plano sólido, como tem que ser", afirmou o líder americano, que suspendeu um ato de arrecadação de fundos hoje na Flórida para tentar dar um impulso às negociações em Washington entre a Casa Branca e o Congresso. EFE mla/fal

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