Washington, 10 set (EFE).- Os imigrantes ilegais não poderão se beneficiar da reforma na saúde promovida pelo presidente Barack Obama, frisou hoje a Casa Branca.

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz da Presidência, Robert Gibbs, disse que "a legislação que o presidente sancionar não cobrirá os imigrantes ilegais".

O funcionário só fez ratificar o que foi dito ontem por Obama, que, em discurso no Congresso, afirmou: "As reformas que proponho não serão aplicadas aos que se encontram aqui ilegalmente".

No momento em que o presidente fez essa afirmação, o republicano Joe Wilson gritou de seu assento "Mentiroso!", incidente criticado tanto por democratas como pelos próprios republicanos.

No entanto, o presidente também disse que sua reforma buscará dar cobertura aos "mais de 30 milhões" de americanos que carecem de seguro médico.

Os números do censo divulgados hoje indicam que os americanos que carecem de cobertura médica são 46,3 milhões. Ao comentar a disparidade, Gibbs explicou que a diferença está exatamente nos imigrantes ilegais, que foram excluídos dos cálculos de Obama.

Os republicanos, porém, acham que a reforma pode acabar estendida aos imigrantes em situação irregular, porque o texto proposto pelo Governo não traz nenhum artigo que proíba isso.

Perguntado sobre se deixar até 16 milhões de imigrantes ilegais sem cobertura médica colocaria em risco os objetivos da reforma, Gibbs disse que o presidente quer "proporcionar aos cidadãos americanos acesso universal" à saúde. EFE mv/sc

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