Casa Branca critica livro de Bob Woodward sobre Bush e o Iraque

Washington, 5 set (EFE).- A Casa Branca criticou hoje o novo livro do jornalista investigativo Bob Woodward, que assegurou que, em 2006, o presidente George W.

EFE |

Bush não apresentou um quadro realista sobre a situação da violência no Iraque.

Alguns trechos da obra de Woodward foram publicados nesta sexta pelo jornal "The Washington Post".

"O panorama sobre a política para o Iraque apresentado no 'Washington Post' é, no mínimo, incompleto", disse Stephen Hadley, assessor de segurança da Casa Branca.

Sobre a acusação de que Bush não apresentou um quadro realista da situação, "esse não é o caso", acrescentou Hadley.

O assessor de Segurança Nacional disse ainda que, em declarações públicas, o presidente admitiu a situação de violência e explicou o que "estava sendo feita" para contê-la.

Segundo Hadley, o artigo jornalístico também sugere que o presidente se manteve à margem das análises que eram feitas sobre a situação no Iraque.

"Nada pode estar mais longe da verdade. O presidente ordenou que questionássemos nossas suposições, que pensássemos em opções e que todos os organismos participassem", declarou Hadley.

O "Washington Post" também disse que o livro de Woodward sugere que a estratégia para o Iraque foi desenvolvida de modo secreto, para não influenciar nas eleições legislativas de 2006.

"Isto também não é verdade", disse Hadley em sua declaração. "O presidente quis que a revisão fosse interna exatamente para não politizar o processo".

Segundo a publicação, o livro de Woodward também afirma que os Estados Unidos espionaram o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e outros membros de seu Governo.

O jornalista, conhecido por levar à tona o escândalo que ficou conhecido como "Watergate" - que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974 -, fez 150 entrevistas com pessoas próximas ao presidente Bush e membros do serviço secreto, das Forças Armadas e do Legislativo.

"The War Within: A Secrete White House History/2006-2008", que chegará às livrarias americanas na segunda-feira, diz ainda que o envio extraordinário de 30.000 militares ao Iraque em 2007 não foi o principal motivo da queda da violência na região nos últimos 16 meses.

"Permitam-me discordar", manifestou Hadley, segundo quem foi esse aumento no número de soldados que convenceu o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr a aceitar um cessar-fogo, do contrário "não conseguiria ganhar no campo de batalha".

Foi o aumento das tropas "que permitiu que as forças iraquianas de segurança crescessem e aumentassem sua capacidade de luta", acrescentou o assessor de Bush. EFE ojl/sc

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