Casa Branca condena reativação do programa nuclear norte-coreano

NOVA YORK (Reuters) - A Casa Branca disse nesta quarta-feira estar muito decepcionada com a decisão da Coréia do Norte de expulsar inspetores da ONU de sua usina nuclear e reativá-la e pediu a Pyongyang que reconsidere suas ações. As ações da Coréia do Norte são muito decepcionantes e vão de encontro às expectativas dos seis membros das conversas multilaterais e da comunidade internacional, disse Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca.

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"Pedimos veementemente que a Coréia do Norte reconsidere estas medidas e reassuma de imediato as suas obrigações tal como delineadas nos acordos entre as seis partes", disse ele. "Como afirmamos em diversas ocasiões, estamos abertos a novas discussões com o país sobre suas obrigações sob um protocolo de verificação."

A Coréia do Norte disse que planeja reativar o complexo nuclear de Yongbyon na semana que vem, após ter ensaiado desmantelá-lo em novembro passado sob um tratado de desarmamento por ajuda com as cinco grandes potências.

Os dois lados vêm lutando há meses sobre o desenvolvimento de um plano para verificar as declarações norte-coreanas sobre suas atividades nucleares.

Johndroe alertou que as ações de Pyongyang "só servirão para isolar ainda mais a Coréia do Norte", um país que já está sob severas sanções e é liderado por um líder recluso.

Diplomatas ocidentais e analistas nucleares têm dito que a Coréia do Norte precisaria de vários meses, senão mais, para religar o complexo, em grande parte desativado.

O presidente norte-americano, George W. Bush, e seu colega chinês, Hu Jintao, concordaram na segunda-feira em "trabalhar duro" para persuadir Pyongyang a retomar a desnuclearização acordada nas conversas entre as seis partes, que inclui EUA, Rússia, Japão, China e a Coréia do Sul.

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