Casa Branca afirma que não houve justiça em eleições iranianas

Washington, 22 jun (EFE).- A Casa Branca considerou hoje que não houve justiça no Irã, após as imagens da repressão a manifestantes no fim de semana que protestavam contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho, nas quais o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito.

EFE |

"Vimos a violência aumentar de maneira notável", afirmou em sua entrevista coletiva diária o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que acrescentou que o presidente americano, Barack Obama, ficou "abalado" com as cenas divulgadas.

Após essas imagens de violência, ficou claro que "não foi houve justiça" no Irã, afirmou.

"Acho que (Obama) ficou abalado com o que vimos na televisão.

Acho que especialmente pelas imagens de mulheres no Irã que saíram para defender seu direito de se manifestar, a falar e a ser ouvidas", acrescentou Gibbs.

Obama, assegurou o porta-voz, mantém "preocupações e dúvidas" sobre como aconteceram as eleições iranianas.

As declarações de Gibbs foram feitas depois que o presidente americano pediu ao regime islâmico para "deter toda a violência e as ações injustas contra seu próprio povo".

Em entrevista concedida à cadeia "CBS" e exibida hoje, Obama insistiu em que os Estados Unidos não devem se envolver no movimento pós-eleitoral originado no Irã e permitir, com isso, que o atual regime transforme o debate sobre o resultado das eleições em uma discussão sobre os Estados Unidos.

"Isto é o que sempre vimos e não deveríamos entrar nesse jogo.

Não devemos nos tornar uma distração do que acontece no Irã, do fato de que são os próprios iranianos os que fazem ouvir sua voz", disse.

Segundo Obama, seu Governo acompanha de perto os eventos, mas somente como um observador.

"Agora, o melhor que podemos fazer é dar testemunho perante o mundo dos incríveis protestos que vimos" no país, ressaltou o presidente.

Esta posição do Governo americano gerou um grande debate interno nos EUA, onde a oposição republicana qualifica a resposta de Obama de "tímida e passiva" em direção aos iranianos que reivindicam reformas. EFE mv/db

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