Washington, 23 abr (EFE) - O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter reiterou hoje sua versão de que o Departamento de Estado americano nunca pediu que não se reunisse com o líder do Hamas, Khaled Meshaal, durante sua recente viagem pelo Oriente Médio. Em comunicado distribuído por seu escritório, Carter afirmou que tem o maior dos respeitos pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e acredita que é uma pessoa sincera. No entanto, talvez sem se dar conta, continua dizendo algo que não é verdade.

"Ninguém no Departamento de Estado ou qualquer outro departamento do Governo dos EUA pediu jamais que abandonasse sua recente visita ao Oriente Médio ou sugeriu que não se reunisse com o presidente sírio, Bashar al-Assad, ou líderes do Hamas", indica a carta.

Segundo o comunicado, antes de viajar pelo Oriente Médio Carter ligou para Rice para esclarecer seu itinerário, que incluiu Israel, Cisjordânia, Egito, Síria, Arábia Saudita e Jordânia, assim como as pessoas com as quais se reuniria.

Rice estava na Europa e outro alto funcionário do Departamento retornou a ligação de Carter.

Ambos "mantiveram uma conversa muito agradável durante 15 minutos, durante os quais (o alto funcionário) nunca colocou nenhum dos comentários negativos ou advertências já descritos", explica o comunicado, que acrescenta que o ex-presidente não falou com ninguém mais.

Na terça-feira, Rice assegurou que seu Departamento tinha advertido Carter para que não se reunisse com o grupo radical palestino Hamas, o qual os Estados Unidos consideram uma organização terrorista.

"Os Estados Unidos não vão tratar com o Hamas e claro que dissemos ao presidente Carter que não achávamos que se reunir com o Hamas fosse contribuir" para um acordo entre Israel e os palestinos, ressaltou Rice.

Em declarações hoje, o porta-voz do Departamento, Sean McCormack, insistiu na veracidade da versão de Rice: "Mantemo-nos nessas declarações como uma narração dos fatos. Não temos nada mais a acrescentar". EFE mv/db

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