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Carter costura com Hamas proposta de cessar-fogo

DAMASCUS (Reuters) - O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter costurou uma proposta para um cessar-fogo entre o Hamas e Israel durante um encontro com o líder do Hamas, Khaled Meshall, na sexta-feira. Carter conversou por mais de quatro horas com Meshaal em um dos encontros de mais alto nível entre o grupo islâmico que governa Gaza e um representante do Ocidente.

Reuters |

A disposição de Carter para encontrar-se com autoridades do Hamas gerou críticas por parte de Israel e dos EUA.

Numa segunda rodada de conversas seriam discutidos detalhes das propostas feitas por Carter e também a libertação de um soldado israelense capturado pelo Hamas.

O Hamas admitiu libertar o soldado Gilad Shalit, 'mas não sem um preço', disse Mohammad Nazzal, um importante membro do grupo. O Hamas exigiu anteriormente que Israel libertasse em troca centenas de palestinos presos.

Nazzal disse que no encontro foram discutidas outras questões importantes.

'Esse não foi um encontro de cortesia. Foram discutidas propostas concretas e nós admiramos Carter por fazer esse esforço. As discussões foram francas e diretas', acrescentou.

Carter, que está no Oriente Médio para ouvir de diferentes lados sugestões para sanar o conflito entre Israel e pelestinos, encontrou-se mais cedo com o presidente da Síria, Bashar al-Assad.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, não encontrou-se com Carter durante sua visita a Israel no início da semana, e Washington criticou o ex-presidente por seus contatos com o Hamas, que os EUA e Israel classificam como um grupo terrorista.

Em uma proposta encaminhada a Carter durante a semana, um ministro israelense ofereceu-se para encontrar a liderança do Hamas e pedir a libertação do soldado -- um movimento que contraria a política oficial do governo de Israel.

Carter, 83 anos, que mediou um acordo de paz entre Israel e o Egito em 1979, quando era presidente, encontrou-se com dois importantes membros do Hamas no Cairo, na quinta-feira, depois que Israel recusou-lhe permissão para entrar na Faixa de Gaza, onde eles moram.

Os dois líderes voariam para Damasco, na Síria, para conversar com a liderança do grupo.

O Hamas, que passa por uma briga pelo poder com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, apoiado pelo Ocidente, ofereceu a Israel uma trégua condicional. O governo Olmert classificou a medida como um artifício para que o Hamas se rearme e se reagrupe.

O Hamas se diz uma legítima resistência à ocupação de Israel. Carter, por sua vez, diz que o grupo, que venceu as eleições parlamentares palestinas de 2006, deve estar envolvido em qualquer acordo que possa levar à paz.

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