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Cartas e fotos para reféns vão chover nas selvas colombianas

Milhares de fotografias e cartas dirigidas a três mil reféns em poder de grupos armados ilegais irão chover nas selvas do sudeste da Colômbia no próximo dia 20 de julho, durante uma campanha da organização não-governamental Missão Diplomática Internacional Humanitária Ruanda 1994 a favor da libertação de todos os reféns, principalmente os que estão esquecidos.

AFP |

A campanha "Cartas abaixo do Céu da Liberdade" consiste em "lançar mensagens de todas as partes do mundo sobre a selva colombiana", dirigidas aos mais de três mil seqüestrados no país andino, disse à AFP o presidente da Missão, Sérgio Tapia.

"É a primeira vez na história de um conflito armado que vozes de todas as partes do mundo, através dos escritos, vão se unir para demonstrar aos grupos armados que existe um compromisso mundial e que realmente todos estão sintonizados com a tragédia que o povo colombiano vive", explicou.

Segundo o dirigente humanitário, "calculamos que serão milhares e milhares de cartas, acompanhadas por fotos e mensagens dos familiares aos reféns".

"É uma campanha para todos eles, para os que têm e não têm chance de serem negociados, mas especialmente os esquecidos", afirmou.

"Já temos em nosso poder mais de cinco mil cartas, e as estamos multiplicando para que cubram uma maior parte da selva", disse Tapia, explicando que as mensagens estarão devidamente protegidas para que não sejam danificadas pela chuva ou pelo sol.

Na Colômbia, segundo dados da Organização Não Governamental (ONG) País Livre, 2.800 pessoas estão sob o poder dos grupos armados ilegais, mas a estatística se refere somente às denúncias oficiais de seqüestros, por isso se calcula que o número de reféns pode chegar a três mil, dos quais aproximadamente 700 estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As Farc pretendem negociar 39 de seus reféns por 500 guerrilheiros detidos em prisões do país. Entre eles estão a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, três americanos, três políticos e vários militares e policiais, alguns em poder da guerrilha há mais de 10 anos.

Sobre a campanha, o presidente da Missão Ruanda 1994 disse que "a iniciativa, com a participação da Colômbia, Argentina, França e Espanha, está sendo disseminada para que outros países possam aderir também".

No caso da França, "enviamos convites ao governo e a organizações para que participem. É importante que o povo francês mostre solidariedade e envie cartas, desta vez, para todos os seqüestrados.

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