Carta com ameaças de morte a Sarkozy é possível obra de um indivíduo perturbado

A ministra francesa do Interior, Michele Alliot-Marie, afirmou nesta quarta-feira que o autor das cartas acompanhadas por balas enviadas nos últimos dias ao presidente Nicolas Sarkozy e a vários de seus ministros são obra de um indivíduo com perturbações.

AFP |

"Evidentemente, se trata de alguém que está um pouco perturbado", respondeu Alliot-Marie aos jornalistas, na saída de um conselho de ministros.

Uma carta com ameaças de morte, acompanhada de uma bala de calibre 9 mm, foi enviada no fim da semana passada ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou a promotoria de Paris na terça-feira.

A mesma mensagem, também com uma bala de 9 mm anexada, foi enviada durante o fim de semana à ministra Alliot-Marie, a sua colega da Justiça, Rachida Dati, e à ministra da Cultura, Christine Albanel, anunciaram nesta terça as três pastas.

O ex-primeiro-ministro e atual prefeito de Bordeaux (sudoeste) Alain Juppé e os senadores da União pelo Movimento Popular (UMP, partido conservador de Sarkozy) também receberam ameaças por carta acompanhadas por balas de calibre 9 mm ou 38.

Juppé apresentou uma denúncia, informou na segunda-feira a prefeitura de Bordeaux.

A carta cita também o deputado e porta-voz da UMP, Frederic Lefebvre, e o prefeito de Perpiñán (sul), Jean-Paul Alduy, que também é membro da formação conservadora.

De acordo com a promotoria, as cartas recebidas pelos políticos foram escritas à mão em folhas de papel branco, sem cabeçalho ou assinatura.

Segundo um dos destinatários, entrevistado por telefone pela AFP, a carta chegou em um envelope branco acompanhada do projétil, ambos dentro de um envelope maior, marrom.

"Ministros, deputados, senadores, provedores de leis liberticidas (...), vocês não são mais do que mortos condenados", escreve o autor das cartas, que também ameaça o partido governista "UMP (...) e outros colaboradores centristas ou socialistas".

"Esta mensagem é a última. A partir de agora, manteremos silêncio total", afirma o texto, referindo-se ainda a "10.000 combatentes e uma célula 34 (que seria o remetente da carta)".

pr/cn/fp

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