BAGDÁ (Reuters) - Ao menos 41 pessoas morreram e 68 ficaram feridas nesta quarta-feira quando dois carros-bomba explodiram em um movimentado mercado de Sadr City, um bairro pobre de Bagdá, informou a polícia. Um terceiro carro-bomba foi descoberto e teve seus explosivos desativados, disse a polícia.

As explosões, que ocorreram em uma área xiita de Bagdá, aconteceram após ataques suicidas terem deixado ao menos 150 mortos em apenas dois dias na semana passada, provocando temores sobre a possibilidade de o Iraque voltar a viver um conflito sectário.

Muitas das vítimas da semana passada eram peregrinos xiitas do Irã. Mais de dois milhões de pessoas vivem em Sadr City, uma das regiões mais pobres de Bagdá e uma fortaleza de apoio ao clérigo xiita anti-EUA Moqtada al-Sadr.

A violência sectária e a insurgência causadas pela invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos têm recuado nitidamente ao longo dos anos, mas insurgentes, incluindo os sunitas islâmicos da Al Qaeda, continuam executando frequentes ataques suicidas e com carros-bomba.

As explosões coordenadas da semana passada em Diyala e em Bagdá, inclusive em um santuário xiita respeitado, despertaram temores de uma nova onda de violência sectária caso os xiitas realizassem ataques em represália aos sunitas.

O governo colocou a culpa dos ataques na Al Qaeda e em membros do partido Baath, de Saddam Hussein.

O governo também disse que as forças de segurança prenderam na última quinta-feira o líder de um grupo insurgente afiliado à Al Qaeda, chamado Estado Islâmico do Iraque.

O porta-voz do governo Ali al-Dabbagh disse na terça-feira que a prisão do suspeito Abu Omar al-Baghdadi poderá provocar ataques de vingança.

(Reportagem de Michael Christie)

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