Carros-bomba explodem em Bagdá, capital do Iraque

Atentados deixam ao menos 14 mortos e dezenas de feridos e parecem ter como alvo peregrinos xiitas

iG São Paulo |

Dois carros-bomba explodiram na tarde desta segunda-feira na capital iraquiana, Bagdá, deixando ao menos 14 mortos e dezenas de feridos, de acordo com as autoridades, e aumentando os temores de um conflito sectário em larga escala.

Os atentados pareceram ter como objetivo policiais e peregrinos xiitas que caminhavam para a cidade sagrada de Karbala. Eles foram os mais recentes em uma onda de ataques atingindo xiitas que já deixou mais de 90 mortos em menos de uma semana.

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De acordo com autoridades policiais e hospitalares, uma das explosões ocorreu perto de um veículo da polícia no bairro xiita de al-Shaab, no nordeste de Bagdá. A segunda bomba foi detonada no bairro ocidental de al-Muwasalat, que é amplamente sunita. As autoridades, entretanto, disseram que essa explosão parecia ter como alvo peregrinos xiitas.

As explosões desta tarde se seguiram à detonação de uma bomba em uma estrada de manhã no subúrbio de Awairij. Funcionários disseram que ela matou dois peregrinos xiitas que iam para Karbala comemorar o Arbaeen, o fim de 40 dias de luto pelo aniversário da morte do Imã Hussein, uma figura xiita reverenciada.

Os ataques ocorreram enquanto autoridades iraquianas continuam imersos em uma crise política carregada de tons sectários que surgiu exatamente quando os soldados dos EUA deixavam o país em dezembro . No centro da crise está um esforço do governo liderado por xiitas de julgar o vice-presidente Tariq al-Hashemi , que é sunita, por acusações de terrorismo.

Nesta segunda-feira, Hashemi disse que a exigência de que seja entregue para julgamento em Bagdá está prejudicando os esforços para pôr fim à crise política do país. Hashemi está na região semiautônoma do Curdistão , no norte, fora do alcance das forças de segurança do Estado. Ele é acusado pelo governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki de liderar um esquadrão da morte que assassinou funcionários do governo - acusação que ele nega .

No domingo, o Ministério do Interior do Iraque, que Maliki controla, oficialmente pediu às autoridades curdas para entregar o vice-presidente pelas acusações. Até agora a região curda não concordou em acatar o pedido.

*Com AP

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