Carro-bomba mata soldado na Espanha; governo culpa ETA

Por Jason Webb MADRI (Reuters) - Um carro-bomba matou um soldado espanhol no norte do país, nesta segunda-feira, no terceiro ataque em pouco mais de 24 horas cometido pelo grupo separatista basco ETA, segundo o governo da Espanha.

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Pelo menos 12 outras pessoas ficaram feridas nos ataques, o que sugere que o ETA continua sendo uma grande ameaça, apesar dos sinais de que alguns membros do grupos estejam cansados da luta armada pelo território tradicionalmente basco.

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, que suspendeu as negociações de um acordo de paz com o ETA depois que um carro-bomba matou duas pessoas em 2006, prometeu punir os responsáveis pelo ataque.

'Seu único futuro é serem presos, julgados e condenados a um tempo extremamente longo na prisão', disse Zapatero a repórteres.

O primeiro dos três carros-bomba explodiu perto de um banco na capital provincial basca, Vitória, depois de um aviso do ETA, por volta da meia-noite de sábado. Não houve mortos.

Horas depois, outra bomba atingiu uma estação policial, ferindo pelo menos 11 pessoas na cidade basca de Ondarroa.

A terceira bomba explodiu na manhã de segunda-feira e matou Luis Conde, soldado espanhol de 46 anos. Ele estava de férias na cidade costeira de Santona. Acompanhado da mulher, ele se hospedava numa acomodação militar.

O ETA já matou mais de 800 pessoas em quatro décadas de lutas pela independência do País Basco em relação à Espanha.

Os ataques desafiaram a repressão da polícia, que prendeu dezenas de suspeitos, inclusive o suposto líder do ETA, Francisco Xavier Lopez Pena. Ele foi detido em maio, na fronteira com a cidade francesa de Bordeaux.

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