Carro-bomba mata dois jornalistas na Croácia

Por Igor Ilic ZAGREB (Reuters) - Um carro-bomba matou dois jornalistas no centro de Zagreb nesta quinta-feira, no último de uma série de incidentes violentos que atingiram a capital croata neste ano.

Reuters |

O presidente croata, Stjepan Mesic, afirmou que a explosão, que matou o editor da publicação semanal Nacional, Ivo Pukanic, de 47 anos, e seu gerente, significa que "o terrorismo se tornou um fato nas ruas de nossa capital".

Pukanic, o proprietário da Nacional, que frequentemente expunha corrupção e abusos dos direitos humanos, havia dito que sofreu uma tentativa de assassinato no início do ano.

"O Estado enfrenta um desafio sem precedentes dos círculos criminais. Agora são eles ou nós...o domínio da lei e da segurança dos cidadãos contra os criminosos, terroristas e a máfia", disse Mesic em nota, depois de convocar uma sessão urgente do Conselho Nacional de Segurança para a sexta-feira.

Visivelmente abalado, o primeiro-ministro croata, Ivo Sanader, disse em entrevista coletiva: "Eu não permitirei que a Croácia se transforme em Beirute. Isso não é mais uma guerra contra o crime organizado. Isso é algo que todos nós na Croácia nos levantaremos contra".

Sanader demitiu os ministros do Interior e da Justiça nesse mês, e anunciou uma série de leis "anti-mafia" como parte de uma proposta para combater o crime organizado, seguindo uma série de ataques e assassinatos em Zagreb.

A bomba explodiu em frente ao prédio da Nacional, no centro de Zagreb, e o canal de televisão estatal mostrou imagens do carro destruído. A bomba estava aparentemente plantada embaixo do veículo.

A polícia de Zagreb, que confirmou a identidade das vítimas, bloqueou as ruas do centro da cidade enquanto bombeiros se dirigiam para a cena do incidente para extinguir o fogo provocado pela explosão.

A luta contra o crime organizado e a corrupção é um dos principais requerimentos que Zagreb tem que atender se quiser completar as negociações para a entrada na União Européia no ano que vem. Analistas já disseram que o último dos incidentes não foi um bom sinal.

(Reportagem de Igor Ilic)

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