Por Anne Cadwallader BELFAST (Reuters) - Militantes republicanos da Irlanda do Norte explodiram uma bomba sob o carro de um policial na sexta-feira, ferindo-o gravemente.

Derek Willliamson, porta-voz da polícia, disse que um grupo dissidente está por trás do ataque, que deixou o policial de 33 anos em estado grave. Ele disse, porém, que ainda é cedo para identificar de que grupo se trata.

Atentados políticos voltaram a ser frequentes na Província britânica, onde há um forte movimento separatista católico-republicano. Policiais e militares são os principais alvos.

A série de ataques das facções nacionalistas começou num atentado contra um quartel do Exército que matou dois soldados em março de 2009, a poucos quilômetros do local do ataque de sexta-feira. No dia seguinte ao crime, um policial foi morto.

A maioria dos analistas admite que essas facções nacionalistas desgarradas até agora não ameaçam significativamente o tratado de compartilhamento do poder, aceito em 2007 pelo Sinn Fein (republicano) e Partido Democrático Unionista (DUP, pró-Londres).

O novo atentado, no entanto, deve gerar mais pressão sobre o governo regional, em meio a uma polêmica em torno da transferência do controle do policiamento de Londres para as autoridades locais, e relatos de que a esposa do primeiro-ministro regional, Peter Robinson, teria tentado o suicídio após manter um relacionamento extraconjugal.

(Reportagem adicional de Andras Gergely e Padraic Halpin em Dublin)

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