O atentado deste sábado contra o luxuoso hotel Marriott de Islamabad, no Paquistão, deixou ao menos 40 pessoas mortas e 250 feridas. A estrutura do hotel ficou danificada devido ao incêndio que seguiu à explosão de um caminhão-bomba carregado com 1.000 quilos de explosivos.


O prédio de 290 quartos se tornou o cenário de uma carnificina quando a explosão rasgou sua fachada, destruindo tudo em seu caminho. O Marriott fica a apenas meio quilômetro do Parlamento do Paquistão e da residência do primeiro-ministro.

Fontes das forças de segurança acreditam que estes eram os alvos preferenciais, mas que o responsável (ou responsáveis) pelo ataque foi desencorajado pelo grande policiamento em torno destes prédios.

No momento do ataque, o presidente Asif Zardari, o premiê Yousuf Raza Gilani e muitos integrantes do Parlamento estavam jantando na casa do primeiro-ministro. Se o atentado houvesse atingido aquele alvo, as conseqüências teriam sido sem precedentes na história do Paquistão.

Em um raio de 200 metros do hotel, a destruição foi total. Os carros que estavam estacionados na rua e as árvores da avenida principal ficaram em pedaços.

Alvo simbólico

O Hotel Marriott é um marco de Islamabad, um símbolo de riqueza e prestígio que fazia sucesso entre os estrangeiros, especialmente os ocidentais.

Integrantes das equipes de resgate dizem que muitas pessoas podem ter ficado presas nos andares mais altos do prédio. O trabalho de resgate foi prejudicado por rachaduras nas paredes internas e externas do prédio. Em um dado momento, policiais e bombeiros correram do local, com medo de um desabamento.

Responsabilidade

Até agora, nenhum grupo reivindicou o atentado, mas o principal suspeito é o talebã paquistanês, que opera a partir do noroeste do país.

O fato de o ataque ter acontecido apenas horas depois do primeiro discurso do presidente Zardari no Parlamento não é visto como uma mera coincidência.

No discurso, Zardari disse que o Paquistão estava pronto para encarar seus desafios na "guerra contra o terror".

Ele reiterou que seu país negociaria apenas com aqueles que depusessem as armas e suspendessem os ataques às forças de segurança e instalações do governo. Mas os militantes aparentemente tinham um plano diferente, o de lançar o mais devastador ataque jamais acontecido na capital.

O alvo, ainda que secundário, é simbólico. Ministros frequentemente esbarravam com diplomatas estrangeiros no hotel, também popular entre jornalistas.

Com informações da BBC Brasil e da EFE

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