Madri - O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que os responsáveis por colocar o carro-bomba que explodiu hoje na Universidade de Navarra, na cidade espanhola de Pamplona, deixando 17 pessoas levemente feridas, acabarão em frente ao juiz e na prisão.

Três horas depois do atentado, que teria sido cometido pelo grupo terrorista basco ETA, o ministro ofereceu uma entrevista coletiva, em Madri, na qual disse que a ação poderia ter se transformado em uma "tragédia enorme".

Um carro bomba explodiu por volta das 11h (8h de Brasília) no estacionamento da Universidade de Navarra, deixando 17 feridos e vários danos materiais.

Após a explosão, que gerou uma coluna de fumaça que era vista a grande distância, houve momentos de confusão e tensão entre as centenas de alunos e professores que naquele momento estavam nas dependências da universidade, que foi desocupada.

Autoridades suspeitam que o atentado é obra do ETA

Às 14h30 (11h30 de Brasília), os bombeiros já haviam extinguido o incêndio originado pela explosão, que aconteceu nas proximidades do edifício central da universidade, cuja construção em pedra evitou que os efeitos da detonação fossem maiores.

O atentado acontece dois dias depois que a Polícia espanhola deteve três supostos membros da ETA em Pamplona, acusados de integrar um novo "comando" que estava "preparado para atacar", informaram as autoridades.

Os investigadores policiais indicaram que o "comando", integrado também por uma mulher que foi detida em Valência, estava pronto para agir na comunidade de Navarra.

Pérez Rubalcaba disse que, uma hora antes da explosão, foi recebido um telefonema, em nome da ETA, na associação de ajuda rodoviária DYA da vizinha cidade basca de Vitoria, o que levou a Polícia a inspecionar o campus universitário dessa cidade, já que o informante não precisava de que universidade falava.

"Quem colocou a bomba não avisou, intencionalmente ou por engano.

Dá no mesmo: poderíamos ter tido uma tragédia enorme na universidade, que felizmente não ocorreu", disse Pérez Rubalcaba, que disse que o veículo utilizado foi roubado ontem à noite na localidade basca de Zumaia.

O atentado foi condenado por partidos políticos majoritários e as instituições democráticas.

O príncipe Felipe da Espanha, herdeiro da Coroa espanhola, condenou o ataque e disse que o terrorismo "não vai mudar o sistema de convivência" na Espanha.

Este foi o sexto ataque sofrido pela Universidade de Navarra, que possui mais de 12 mil estudantes e é uma das mais prestigiosas do país.

Em 2002, a ETA já havia colocado outro carro-bomba no mesmo local de hoje, nas proximidades do edifício central.

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