Carro-bomba deixa 17 feridos em campus universitário na Espanha

Um carro-bomba explodiu na manhã desta quinta-feira no estacionamento do campus da Universidade de Navarra, em Pamplona, deixando 17 feridos, de acordo com autoridades locais e responsáveis pelo campus.

Redação com agências internacionais |

"Um carro-bomba explodiu no estacionamento perto do prédio central", declarou um funcionário da Universidade de Navarra.

"Há 17 feridos leves", disse à AFP uma porta-voz do governo regional.

"Houve outras explosões pequenas quando o fogo atingiu os tanques de gasolina dos carros estacionados nos arredores", disse à Antena 3 Bernardino León, professor da universidade,

EFE

Autoridades suspeitam que o atentado é obra do ETA

Segundo a universidade, não houve nenhuma ligação telefônica avisando do atentado, como costuma acontecer no caso dos atentados do ETA. No entanto, a empresa de assistência nas estradas DYA do País Basco informou que recebeu uma ligação em nome do grupo armado advertindo sobre uma bomba em um campus não determinado, uma hora antes da explosão.

Os edifícios mais próximos, onde estavam cerca de 400 pessoas, foram evacuados após a explosão, de acordo com o diretor de Comunicação da Universidade, Jesús Díaz, destacando que o resto da universidade, que conta com 12.000 estudantes, continuavam funcionando normalmente.

A agência Vasco Press afirmou também que há feridos, mas não deu detalhes.

Tragédia anunciada

Há dois dias, quatro supostos membros da organização separatista basca armada ETA foram detidos em Navarra e Valência, em posse de armas e explosivos.

Segundo o ministério espanhol do Interior, "este comando estava pronto para cometer um atentado, provavelmente em Navarra".

Os separatistas locais reivindicam a aproximação de Navarra, região autônoma distinta onde uma parte da população fala basco, com o país Basco.

A Universidade de Navarra, criada em 1952, tem sua origem na organização religiosa católica espanhola Opus Dei.

ETA

O ETA, que está na lista de organizações terroristas da UE e dos EUA, é considerado responsável pela morte de 824 pessoas em 40 anos de violência pela independência do País Basco.

A organização armada retomou sua campanha de atentados, rompendo assim o cessar-fogo de junho de 2007 e matando no total cinco pessoas: três guardas civis, um militar e um ex-vereador socialista basco.

Com informações da AFP

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