BOGOTÁ (Reuters) - Ao menos quatro pessoas foram mortas e 20 ficaram feridas quando um carro-bomba de guerrilheiros explodiu na cidade colombiana de Cali, danificando um prédio do Poder Judiciário em um dos piores ataques urbanos ocorridos neste ano, afirmaram autoridades nesta segunda-feira. A bomba atingiu vários andares do edifício, destruiu lojas próximas e espalhou destroços e metal retorcido por uma rua importante de Cali. As autoridades responsabilizaram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo ataque.

'Apenas os terroristas das Farc poderiam ter feito isso', afirmou a repórteres presentes no local o general da polícia Gustavo Ricaurte.

O nível de violência registrado na Colômbia diminuiu muito sob a Presidência de Álvaro Uribe, que contou com ajuda de bilhões de dólares cedidos pelos EUA para obrigar os rebeldes das Farc a recuarem até áreas de mata e as montanhas.

Os atentados em áreas urbanas foram reduzidos, mas combates continuam a ser travados em algumas áreas rurais, especialmente nas regiões onde há plantações de folha de coca, a matéria-prima usada na produção da cocaína. A droga é utilizada pelas Farc para financiar suas ações armadas.

Em agosto, sete pessoas foram mortas na explosão de uma bomba em uma cidade pequena do país. As autoridades culparam os rebeldes por essa ação. Os militantes, por sua vez, disseram estar retaliando contra tentativas de erradicar as plantações de coca.

As Farc vêm atuando nas cercanias de Cali e do porto de Buenaventura, localizado perto dali, na costa do oceano Pacífico. Os dois pontos integram uma importante rota usada pelos traficantes para levar a cocaína aos EUA e ao México.

Os guerrilheiros colombianos atravessam seu pior momento dos últimos anos e vários de seus principais comandantes foram mortos em 2008. Os rebeldes, no entanto, continuam a ser uma força em áreas remotas, recorrendo muitas vezes a minas e explosivos improvisados para atacar os soldados e os policiais do país.

(Reportagem de Patrick Markey)

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