Ataque a carro da embaixada britânica fere 4; em outro local da capital, francês é morto em instalação de gás

Supostos militantes da Al-Qaeda atacaram dois alvos ocidentais nesta quarta-feira no Iêmen, lançando um foguete contra o carro de um diplomata britânico e matando um francês numa instalação de gás e petróleo.

A Al-Qaeda já havia ameaçado realizar ataques contra alvos ocidentais e o governo do Iêmen, que este ano declarou guerra contra o braço local do grupo depois de ter reivindicado um frustrado atentado contra um avião que fazia a rota Holanda-EUA, em dezembro.

Em Londres, a chancelaria britânica informou que um míssil foi disparado contra um veículo que levava o embaixador-adjunto do país na capital, Sanaa, e que um funcionário da embaixada ficou levemente ferido.

Uma fonte iemenita de segurança disse que três transeuntes ficaram feridos. O presidente Ali Abdullah Saleh se reuniu mais tarde com o embaixador britânico para discutir o incidente.

O cidadão francês morreu num tiroteio dentro de um complexo de gás e petróleo pertencente ao grupo austríaco OMV, segundo a chancelaria francesa.

Uma fonte disse que um segurança iemenita ligado a uma empresa privada começou a disparar e foi posteriormente desarmado pelas forças de segurança.

O Iêmen enfrenta não só a insurgência da Al-Qaeda como também um movimento separatista no sul e uma rebelião xiita no norte. Em abril, um homem-bomba da Al-Qaeda havia atacado a comitiva do embaixador britânico, matando a si mesmo e deixando três feridos. A Al-Qaeda da Península Arábica, nome local do grupo, reivindicou o ataque, acusando o diplomata britânico de comandar uma guerra contra os muçulmanos na península.

Mais de 40% dos 23 milhões de iemenitas vivem com menos de US$ 2 por dia e muitos jovens estão desempregados, o que torna o país propenso a ser campo de recrutamento para os militantes.

O montanhoso Iêmen deve esgotar suas reservas petrolíferas em uma década, e as de água já estão exauridas. Para tentar reduzir seu déficit fiscal, o governo recentemente reviu subsídios aos combustíveis.

O Iêmen é também o país de origem da família de Osama bin Laden, o líder da-Al Qaeda. Analistas dizem que os iemenitas tradicionalmente têm participação significativa na militância do grupo islâmico. Os governos ocidentais e a poderosa vizinha Arábia Saudita temem que a instabilidade local faça do Iêmen um trampolim para ataques em toda a região e outros lugares.

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