O gigante do varejo francês Carrefour anunciou nesta sexta-feira que cancelou uma campanha publicitária a ser veiculada na China, devido aos violentos protestos contra a França que tiveram lojas do supermercado como alvo.

"Decidimos cancelar todas as ações publicitárias planejadas, na imprensa e no espaço público, na semana do dia 1º de maio", informou uma porta-voz da segunda maior rede de supermercados do planeta.

Ela não especificou, no entanto, os custos da campanha cancelada.

Lojas do Carrefour se tornaram foco de três dias de manifestações e pedidos de boicote na China, no último fim de semana, devido à posição francesa em relação ao Tibete e aos protestos realizados em Paris durante a passagem da tocha olímpica.

Enquanto manifestantes enfurecidos realizavam piquetes nas lojas, forçando o fechamento de pelo menos uma delas, o Carrefour viu-se obrigado a negar rumores produzidos pela mídia chinesa de que estaria apoiando o líder espiritual tibetano no exílio, o Dalai Lama.

O presidente da diretoria do Carrefour, Jose Luis Duran, disse em uma entrevista recente que estava encarando "muito seriamente" a situação, e que a China tem "uma importância estratégica clara" para o grupo.

Presente na China há dez anos, a rede Carrefour abre uma nova loja no país a cada duas semanas, operando atualmente 122 hipermercados e 280 supermercados, com cerca de dois milhões de clientes por dia, segundo a própria empresa.

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