Por Ellen Wulfhorst NOVA YORK (Reuters) - Caroline Kennedy, filha do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, desistiu de tentar ocupar o cargo deixado por Hillary Clinton no Senado dos EUA, agora que Hillary é secretária de Estado.

Em um comunicado, Caroline disse que desistiu por motivos pessoais.

A decisão veio depois que seu tio --o senador Ted Kennedy, 76, de quem ela seria próxima-- sofreu um mau súbito na terça-feira, durante um almoço em Washington, em homenagem ao novo presidente, Barack Obama.

O senador por Massachusetts, que sofre de câncer no cérebro, recebeu alta do hospital um dia depois.

Hillary foi aprovada no cargo de secretária de Estado na quarta-feira e, por isso, renunciou sua vaga no Senado, deixando para o governador de Nova York, David Paterson, a tarefa de encontrar alguém para substituí-la.

Caroline Kennedy era a principal candidata à vaga, que já pertenceu a seu tio, Robert Kennedy.

"Eu informei ao governador Paterson que, por motivos pessoais, estou retirando o meu nome das considerações para a vaga no Senado dos Estados Unidos", disse ela, em um comunicado divulgado por seu porta-voz.

Sem Caroline, o principal candidato passa a ser o procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo, filho de Mario Cuomo, que foi governador de Nova York. Andrew trabalhou como secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano no governo do ex-presidente Bill Clinton.

Outra possível sucessora, a deputada Carolyn Maloney, de Nova York, foi escolhida para chefiar o Comitê da Junta Econômica, o que pode significar que ela está fora da disputa.

Caroline Kennedy, 51, mantém sua vida pessoal fora dos holofotes e nunca teve um cargo público. Logo, sua campanha pela vaga de Hillary foi considerada incomum.

Ela foi criticada pelas entrevistas que deu, nas quais suas respostas foram consideradas vagas e desarticuladas. Algumas pessoas também questionaram se Kennedy, que não votou em várias eleições, levaria a vaga somente por seu sobrenome.

Mas ela, que foi conselheira na campanha presidencial de Obama, tinha o apoio de vários nomes de peso, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o líder democrata no Senado, Harry Reid.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.