Carlos Menem se nega a depor em processo sobre tráfico de armas

Buenos Aires, 6 fev (EFE).- O ex-presidente da Argentina Carlos Menem enfrentou hoje pela primeira vez os membros do tribunal que o julga por contrabando agravado de armas à Croácia e ao Equador, mas não depôs, por conselho de seus advogados, e pediu para se retirar da sala de audiências.

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Momentos antes, o tribunal tinha rejeitado dois recursos da defesa do ex-chefe de Estado, que governou o país entre 1989 e 1999, um para desqualificar um dos juízes por suposta parcialidade e outro para pedir a anulação do processo oral por divergências com a acusação inicial.

Essa foi a medida que permitiu a Menem evitar a intimação para prestar depoimento e justificar seu silêncio. O ex-líder também não era obrigado a responder a perguntas dos magistrados.

Como os advogados de Menem apelarão da rejeição dos recursos perante um tribunal superior, a Câmara de Cassação Penal, um dos representantes do ex-presidente, Maximiliano Rusconi, tentou convencer os magistrados de que o cliente não prestaria depoimento, mas estes exigiram que o acusado se pronunciasse.

"Levando em conta que há questões pendentes, inclusive apeladas, resolvi não depor nesta audiência", afirmou o ex-líder.

Apesar de o julgamento ter começado em outubro, Menem não assistiu a nenhuma audiência e, quando teve que ouvir a acusação contra si, conseguiu uma autorização para fazê-lo através de uma videoconferência na província de La Rioja, onde nasceu. EFE pbf/db

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