Carla Bruni-Sarkozy viaja à África para promover combate à Aids

A primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, elogiou a estrutura hospitalar para o tratamento de mulheres e crianças com Aids em Burkina Fasso nesta quarta-feira, onde realiza sua primeira viagem como embaixadora da boa vontade de um fundo de combate ao HIV.

AFP |

"Eu sabia que eles estavam fazendo um ótimo trabalho, mas me surpreendi ao ver como a situação é boa. Eu não imaginava que as condições seriam tão boas, e os funcionários, tão maravilhosos", disse Bruni-Sarkozy à imprensa no hospital da Universidade Yalgado Ouedraogo, onde ela visitou mulheres e crianças soropositivas.

Em sua primeira viagem como embaixadora da boa vontade do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, a primeira-dama da França disse que não tem nenhuma intenção de assumir algum outro cargo - na política.

"Não estou pronta para uma carreira política", afirmou.

Referindo-se à ex-primeira-dama francesa Bernadette Chirac, que entrou na vida política local na região de Correze, Bruni-Sarkozy disse que "ela é uma mulher realmente política. Ela sabe trabalhar neste terreno".

"Eu não acho que seria capaz de fazer isso", estimou.

Em novembro do ano passado, a esposa do presidente Nicolas Sarkozy concordou em se tornar embaixadora da boa vontade na proteção a mães e crianças contra a Aids.

Cerca de 130.000 pessoas - metade delas, mulheres - carregam o vírus causador da Aids em Burkina Fasso, um dos países mais pobres do mundo.

Apesar das dificuldades, os burquinenses conseguiram reduzir a porcentagem da população infectada, de 7,4% em 1997 para apenas 2% em 2005. Segundo um relatório das Nações Unidas, publicado no ano passado, os bons resultados se devem em grande parte ao uso de preservativos pela população.

O número de bebês infectados com HIV também caiu drasticamente nos últimos anos, de acordo com o conselho nacional anti-Aids de Burkina Fasso, o CNLS.

Baseado em Genebra, na Suíça, o Fundo Global representado por Bruni-Sarkozy supervisiona centenas de programas em 136 países através de parcerias público-privadas que já levantaram mais de 11 bilhões de dólares.

roh/ap/sd

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