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Carla Bruni nega que rumores sobre infidelidade façam parte de complô

A primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, negou nesta quarta-feira que ela e seu marido Nicolas Sarkozy sejam vítimas de um complô, ao se referir a boatos sobre suposta infidelidade do casal.

iG São Paulo |

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O casal Nicolas Sarkozy e Carla Bruni
O casal Nicolas Sarkozy e Carla Bruni

"Estes rumores são insignificantes e não têm importância para nós", declarou Bruni à rádio francesa Europe. "Não considero que somos vítimas de um complô. Não há complô. Não há vingança. Isto não nos afeta e viramos a página faz tempo".

O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, e o seu consultor de comunicação, Pierre Charon, acreditam que houve um "complô organizado para desestabilizar" o chefe de Estado, que poderia ter sido motivado "por interesses financeiros".

"Consideramos essa infâmia um casus belli (expressão usada para designar um caso que justifica uma declaração de guerra). Queremos ir até o fim para que isso não ocorra nunca mais", declarou Charon.

As supostas infidelidades do casal Sarkozy foram divulgadas na internet no início de março, durante a campanha para as eleições regionais, em um blog independente hospedado no site do jornal dominical Journal du Dimanche (JDD).

As informações tiveram ampla repercussão na imprensa internacional, sobretudo britânica, alemã e suíça. Em um comunicado, os jornalistas do JDD afirmaram considerar "inaceitável o tom de ameaça e de inquisição dos comentários feitos pelo consultor do presidente".

Ameaças

A direção do Journal du Dimanche chegou a pedir desculpas ao presidente Sarkozy e demitiu o diretor-geral da Newsweb, filial que administra os sites das publicações do grupo. O jornal também demitiu o autor do blog, um jovem de 23 anos, não jornalista, que teria sido contratado para aumentar a audiência do site.

Mas isso não foi suficiente para, segundo a imprensa francesa, aplacar a ira do governo, que teria pressionado o jornal a pedir que a Justiça investigasse a origem dos rumores e como eles chegaram ao blog.

O jornal confirmou ter entrado com o pedido na Justiça e a polícia judiciária abriu uma investigação preliminar sobre os rumores.

O conselheiro de comunicação do presidente nega, entretanto, que o governo tivesse pressionado a direção do jornal, mas afirma apoiar a decisão da publicação.

O Journal du Dimanche pertence ao grupo Hachette Filippachi, cujo proprietário, Arnaud Lagardère, é amigo do presidente.

Rachilda Dati

Vários órgãos da imprensa citaram a ex-ministra da Justiça Rachida Dati como uma das principais suspeitas de espalhar os rumores.

A revista Le Nouvel Observateur disse que Dati, atualmente deputada europeia, teria sido apontada pelos serviços secretos franceses como a responsável pelos boatos.

O jornal satírico Le Canard Enchaîné já havia revelado que a ex-ministra, que perdeu na semana passada o privilégio de dispor do carro oficial do ministério e de seguranças, "caiu em desgraça", por duas razões.

Primeiro, por ter criticado a estratégia política da direção do partido governista para as eleições regionais realizadas no mês passado. E, segundo, pelas suspeitas que provocou dentro do próprio governo de ter espalhado rumores sobre a vida privada do casal presidencial, depois de ter sido "a protegida de Sarkozy".

Em um comunicado publicado na segunda-feira, Dati desmente ter espalhado os boatos e "protesta com indignação contra as alegações de certos jornais que lhe atribuem uma responsabilidade na divulgação de rumores absurdos".

Os boatos apontam que Sarkozy teria um caso com a ministra de Ecologia, Chantal Jouanno, e Bruni estaria envolvida com o músico Benjamin Biolay. Sarkozy classificou os rumores de "idiotas".

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Biolay e Jouanno, supostos affairs de Bruni e Sarkozy

Biolay e Jouanno, supostos affairs de Bruni e Sarkozy

Com AFP e BBC

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