Carla Bruni nega denúncias de irregularidades contra sua ONG

Revista afirma que primeira-dama francesa recebeu dinheiro público para custear sua organização de combate à Aids

iG São Paulo |

Reuters
Carla Bruni participa de cerimônia oficial em Orly, na França, em maio de 2011
A primeira-dama da França, Carla Bruni, negou neste sábado que sua fundação tenha recebido verbas públicas, após uma revista acusá-la de receber irregularmente 3,5 milhões de euros do Fundo Mundial de Luta contra a Aids , a Tuberculose e a Malária.

"A insinuação de que verbas teriam vindo de parceiros públicos é totalmente sem fundamento", afirmou um comunicado divulgado no site da ONG. Em sua nota, intitulada "direito de resposta", a cantora e esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, se defendeu das acusações feitas em um artigo de Frédéric Martel, publicada pela revista francesa "Marianne".

Não é fácil para ninguém: Casar com Sarkozy foi rock-and-roll, diz Carla Bruni

Carla Bruni garantiu  que sua fundação nunca recebeu ajuda do Ministério de Cultura da França por meio do Centro Nacional do Livro. Ela disse ainda que a organização ocupa escritórios pelos quais paga aluguel. O comunicado de resposta não fez qualquer referência, no entanto, ao Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, o assunto principal do artigo.

De acordo com Martel, esse fundo, do qual Carla é embaixadora, transferiu o dinheiro "à margem da legalidade, sem licitação, a pedido da primeira-dama da França e para várias empresas de um de seus amigos". A revista se refere ao músico e empresário Julien Civange, conselheiro e testemunha de casamento de Carla Bruni com o presidente francês.

A cantora alegou que sua fundação conseguiu em dois anos e meio cerca de 8 milhões de euros de "doadores e parceiros", suficientes, segundo ela, para realizar suas ações.

O escândalo ao qual se refere "Marianne" e do qual ainda não dá muitos detalhes teria custado o posto ao embaixador francês para a Aids, Patrice Debré, uma vez que o dinheiro foi liberado após reunião do conselho de administração que a instituição realizou em Acra (Gana) no final de novembro do ano passado.

A diplomacia francesa, no entanto, atribui a saída de Debré a "uma mudança de posicionamento do fundo", segundo o jornal "Libération".

Carla Bruni-Sarkozy se tornou embaixadora mundial contra a Aids em 2008. Seu irmão morreu vítima da doença.

    Leia tudo sobre: carla bruniSarkozyaidsongsfrança

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG