Carla Bruni nega denúncias de irregularidades contra sua ONG
Revista afirma que primeira-dama francesa recebeu dinheiro público para custear sua organização de combate à Aids
"A insinuação de que verbas teriam vindo de parceiros públicos é totalmente sem fundamento", afirmou um comunicado divulgado no site da ONG. Em sua nota, intitulada "direito de resposta", a cantora e esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, se defendeu das acusações feitas em um artigo de Frédéric Martel, publicada pela revista francesa "Marianne".
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Carla Bruni garantiu que sua fundação nunca recebeu ajuda do Ministério de Cultura da França por meio do Centro Nacional do Livro. Ela disse ainda que a organização ocupa escritórios pelos quais paga aluguel. O comunicado de resposta não fez qualquer referência, no entanto, ao Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, o assunto principal do artigo.
De acordo com Martel, esse fundo, do qual Carla é embaixadora, transferiu o dinheiro "à margem da legalidade, sem licitação, a pedido da primeira-dama da França e para várias empresas de um de seus amigos". A revista se refere ao músico e empresário Julien Civange, conselheiro e testemunha de casamento de Carla Bruni com o presidente francês.
A cantora alegou que sua fundação conseguiu em dois anos e meio cerca de 8 milhões de euros de "doadores e parceiros", suficientes, segundo ela, para realizar suas ações.
O escândalo ao qual se refere "Marianne" e do qual ainda não dá muitos detalhes teria custado o posto ao embaixador francês para a Aids, Patrice Debré, uma vez que o dinheiro foi liberado após reunião do conselho de administração que a instituição realizou em Acra (Gana) no final de novembro do ano passado.
A diplomacia francesa, no entanto, atribui a saída de Debré a "uma mudança de posicionamento do fundo", segundo o jornal "Libération".
Carla Bruni-Sarkozy se tornou embaixadora mundial contra a Aids em 2008. Seu irmão morreu vítima da doença.