A primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, diz que se vê mais como Jackie Kennedy do que Yvonne De Gaulle (mulher do general Charles de Gaulle) em uma entrevista à revista Vanity Fair. Ela era jovem e moderna, e é claro que inconscientemente eu me projetaria mais como Jackie Kennedy do que, por exemplo, Madame de Gaulle, que seria muito mais como uma mulher francesa clássica por trás do marido, diz Bruni na edição da revista que chega às bancas em agosto.

"Há uma ótima foto de Madame de Gaulle servindo sopa para o marido. Eu sirvo sopa para meu marido às vezes, mas eu não seria fotografada dessa maneira", completa.

Na reportagem de Maureen Orth, Carla Bruni é fotografada por Annie Leibovitz. Em uma das fotos, ela aparece no telhado do Palácio do Eliseu em um vestido vermelho tomara-que-caia e longo.

'Fogoso'
Na entrevista, Bruni também conta detalhes sobre o namoro rápido com o presidente Nicolas Sarkozy e diz que ele foi "fogoso" desde o início.

"Isso é muito raro de se ver em um homem. Eu já tinha 39 anos quando o encontrei e eu já tinha meu filho. Então, a situação normal seria ir devagar, mas ele não é um homem devagar. Ele disse: 'Eu estou completamente apaixonado por você, e eu realmente gostaria de me casar com você", conta.

A primeira-dama da França revelou também qual foi a reação do marido sobre a foto dela nua que reapareceu na imprensa neste ano.

"Eu nunca tinha percebido quantas fotos nuas eu tinha tirado antes de encontrar Nicolas. Eu virei para ele e disse: 'OK, agora eu preciso te mostrar, porque posei nua. Eu nunca fiz fotos de caráter sexual...mas você tem de saber que isso vai aparecer a qualquer hora.' Ele disse: 'Oh, eu gosto desta aqui! Posso ter uma cópia?'"
Bruni diz que já se encontrou com a primeira mulher de Sarkozy, Marie-Dominique, e que gostaria muito de almoçar com a segunda mulher dele, Cécilia, de quem ele se divorciou apenas meses antes de se casar com Carla.

"Mas eu acho que ela não está pronta, e Nicolas também não está. Eles ainda estão queimados pelo amor deles - o que prova que tiveram um amor muito forte."
Vida de primeira-dama
Bruni diz estar entusiasmada com o fato de ser a mulher do presidente.

"É inacreditável. Eu era italiana - como eu posso ser a primeira-dama da França?"
Mas diz também que, ao mesmo tempo que tenta conciliar o novo papel com a carreira de cantora, ainda está procurando por algo "últil" para fazer como primeira-dama.

"Eu recebo um monte de informação sobre o que eu poderia fazer pela cultura, pelas crianças, educação, situações infelizes. Mas eu preciso estudar (cada possibilidade). Eu não quero tomar a decisão errada e eu não quero ir contra o meu marido", afirma.

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