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Carla Bruni apóia manifesto em favor da igualdade real na França

Paris, 9 nov (EFE) - Carla Bruni, esposa do presidente da França, Nicolas Sarkozy, apóia um manifesto em favor da igualdade real publicado hoje, que se refere à vitória de Barack Obama nas eleições americanas e utiliza o lema de sua campanha.

EFE |

"Oui, nous pouvons", como é chamado o manifesto - uma tradução ao francês do "Yes, we can", lema do democrata na campanha eleitoral dos Estados Unidos -, foi publicado no jornal "Le Journal du Dimanche".

Apesar de a primeira-dama da França não aparecer como signatária do manifesto, o periódico afirma que ela "concorda" com o texto, após advertir de que, "se fosse só Carla Bruni, a cantora, assinaria sem problemas o manifesto a favor da igualdade".

"Mas me chamo Bruni-Sarkozy, e meu sobrenome me pertence menos.

Seria estranho se me comunicasse com o poder, ou seja, com meu marido, através de um pedido interposto", assegura a ex-modelo e cantora ao jornal.

Por enquanto, o manifesto conta com a assinatura de vários políticos do partido majoritário, a União por um Movimento Popular (UMP, no Governo), mas também do Partido Socialista ou dos Verdes, e nele se afirma que a eleição de Obama "destaca, por um cruel contraste, as carências da República Francesa".

O texto acrescenta que a França se diferencia dos Estados Unidos que elegeram Obama em que os americanos "souberam superar a questão racial ao escolher como presidente um homem que resulta que é negro".

"Que lição", afirma o manifesto, no qual se diz que os franceses devem escutar os americanos e onde se pede a aplicação de um programa mínimo de apoio à "igualdade real".

Ao apoiar o manifesto, Bruni destaca que concorda com "as grandes linhas", mas que é "talvez, mais indulgente para com a França, que está disposta a se movimentar", e cita seu caso e o de seu marido, o presidente da República.

"Meu marido não é Obama, mas os franceses votaram no filho de um imigrante húngaro, cujo pai tem sotaque, cuja mãe é de origem judaica e que sempre reivindicou ser um francês que chegou de fora de um certo modo", afirmou.

"E, pessoalmente, eu não encaixo no perfil tipo da primeira-dama.

Sou uma artista, nascida italiana", explica Bruni na entrevista ao jornal. EFE jam/db

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