La Paz, 3 fev (EFE).- Uma caravana formada por 25 estudantes e professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que percorre a América do Sul chegou à Bolívia com o objetivo de promover a integração regional e conhecer mais as áreas de desenvolvimento social, política e cultural no país.

O coordenador acadêmico da iniciativa, o professor Felippe Ramos, disse hoje à imprensa que a "Caravana de integração - Iniciativa UFBA Latina" saiu da Bahia em janeiro e prevê percorrer os nove países sul-americanos de língua espanhola até fins de fevereiro.

Ramos explicou que um dos objetivos da caravana é iniciar um maior aproximação entre o povo brasileiro e os demais países da América Latina para superar a barreira do idioma e conhecer mais a realidade política e social de cada nação.

"Nós achamos que a integração não pode permanecer somente no âmbito dos Governos, pois a sociedade civil, os movimentos sociais e as universidades também têm um papel a cumprir para a integração regional", disse.

Ramos afirmou que os estudantes e professores da caravana pretendem estabelecer contatos com organizações sociais, representantes dos Governos e com universidades e centros de pesquisa para conhecer "como se constrói o conhecimento nos países da América do Sul".

Até o momento, a caravana percorreu 10 mil quilômetros por terra e já visitou Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile.

Na Bolívia, o grupo pretende se reunir nas próximas horas com o vice-presidente Álvaro García Linera, com autoridades da Chancelaria boliviana e com líderes das principais organizações sociais do país.

A caravana partirá amanhã rumo ao Peru, para posteriormente continuar a viagem pelo Equador, Colômbia e Venezuela.

Ao retornar ao Brasil, o grupo deve organizar um evento sobre integração regional na América do Sul, em Salvador da Bahia, e produzirá dois documentários sobre a viagem realizada.

A caravana conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria-geral da Presidência da República, da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA), além de algumas empresas privadas. EFE gb/sa

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