Característica ad hoc de Cúpulas das Américas deve acabar (debate na OEA)

As cúpulas das Américas devem se institucionalizar para evitar que sejam foros onde são manifestadas boas intenções sem que estas se concretizem, disseram nesta sexta-feira representantes de vários países e da sociedade civil em um debate na OEA.

AFP |

"Após cinco cúpulas, o processo continua sendo eminentemente ad hoc. Não sabemos nada além das expressões de boa vontade de como serão implementadas as ideias da cúpula" de Trinidad e Tobago, indicou o assessor da Casa Branca para esse foro, Jeffrey Davidow.

"Temos que tentar encontrar uma estrutura apropriada para a próxima cúpula, eliminar a característica ad hoc das cúpulas", ressaltou Davidow, que gostou da proposta de que uma em cada três assembleias anuais da OEA se torne uma Cúpula das Américas.

"Deve haver uma institucionalização dos processos de cúpulas, mais mecanismos uniformes", afirmou Marcelo Varela, representante do Centro Carter.

Os participantes do debate na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, ressaltaram os avanços obtidos na cúpula Trinidad, realizada há duas semanas.

"O clima das relações hemisféricas saiu plenamente fortalecido. (...) A cúpula cumpriu sua agenda mais que adequadamente, (...) surgiram tarefas concretas. Pela primeira vez temos uma agenda compartilhada", resumiu o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

du/dm

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