Caracas nega que acusado de vender munição às Farc seja militar venezuelano

Caracas, 7 jun (EFE).- O homem detido na Colômbia e suposto vendedor de munição para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que assegurou ser membro da Guarda Nacional (GN, Polícia militarizada) não faz parte dessa força armada da Venezuela, disse hoje o comandante da corporação, general Fredys Alonso Carrión.

EFE |

"Quando recebemos a informação, imediatamente começamos a investigar e posso dizer-lhes com toda segurança que não existe dentro da relação da GN um efetivo, nem aposentado, com o nome de Manuel Agudo Escalona", informou o general à TV estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV").

A também estatal "Agência Bolivariana de Notícias" ("ABN") informou que "o Governo colombiano, em franca campanha contra a Venezuela, se dedica a divulgar nos últimos anos supostos casos que mostrem nexos do Governo venezuelano com as guerrilhas colombianas, acusação que foi rejeitada pelo presidente Hugo Chávez e seu ministério".

Quatro homens, dois colombianos e dois que disseram ser venezuelanos - sendo um deles, Manuel Teobaldo Agudo Escalona, suposto sargento da GN - foram detidos na sexta-feira na Colômbia e acusados de negociar armas e munição com rebeldes das Farc.

O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, disse que os quatro tinham em seu poder 4.000 balas para fuzil AK-47 e que o segundo suposto venezuelano tinha documentos de identidade no nome de Germán Castañeda Durán.

Pouco antes das declarações do comandante da GN, o ministro de Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, informou sobre um "trabalho coordenado" entre as duas chancelarias para corroborar a identidade dos supostos venezuelanos. EFE ar/ma

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