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Captura de Bin Laden é chave para sucesso no Afeganistão, diz comandante dos EUA

O mais alto comandante militar americano para o Afeganistão, general Stanley McChrystal, disse nesta terça-feira que a Al-Qaeda não será derrotada até que o líder da rede, Osama Bin Laden, seja capturado.

BBC Brasil |

"Eu não acho que podemos derrotar definitivamente a Al-Qaeda até que ele seja capturado ou morto", disse McChrystal em discurso no Congresso americano.

"Eu acredito que ele é uma figura icônica nesse momento, cuja sobrevivência incentiva a Al-Qaeda como uma organização de franchise ao redor do mundo", afirmou.

Segundo ele, a morte ou captura de Bin Laden não significaria o fim da rede extremista, mas que a Al-Qaeda não seria erradicada enquanto o líder estiver solto.

Paradeiro

Na última semana, o secretário da Defesa americano, Robert Gates, disse que os Estados Unidos não têm informações confiáveis sobre o paradeiro de Osama Bin Laden há anos.

"Bem, nós não sabemos de fato onde Osama Bin Laden está. Se soubéssemos, iríamos buscá-lo", disse Gates ao programa de televisão ABC This Week.

Há algumas semanas, um membro do Taleban detido no Paquistão disse que tinha informações de que Bin Laden estava no Afeganistão no início neste ano. Mas Gates disse que não pode confirmar essa afirmação.

Tropas

Além das afirmações sobre a importância da captura do líder da Al-Qaeda, McChrystal, elogiou o plano dos EUA de enviar mais 30 mil soldados ao país, dizendo que o sucesso no conflito afegão é possível.

Ele disse que a coalizão liderada pelos Estados Unidos enfrenta uma "insurgência complexa e resistente", que os afegãos desconfiam de seu governo e que a missão no país é "indiscutivelmente difícil".

"O sucesso requer um compromisso imediato e vai significar um aumento nos custos", disse ele.

O aumento no número de soldados "vai nos fornecer a habilidade de reverter a boa fase da insurgência e negar ao Talebã o acesso à população que o grupo necessita para sobreviver".

O general afirmou que acredita que não precisará recomendar outro aumento no número de soldados, mas não hesitaria em fazê-lo se as circunstâncias mudarem.

Na última semana, o presidente americano, Barack Obama, anunciou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao Afeganistão e a possibilidade de que a retirada das tropas do país comece em 18 meses.

15 anos

Também nesta terça-feira, o presidente afegão, Hamid Karzai disse que o país deve demorar pelo menos 15 anos até se tornar capaz de sustentar suas próprias forças de segurança.

"Esperamos que a comunidade internacional e os Estados Unidos, como nosso mais importante aliado, ajudem o Afeganistão a manter uma força", disse ele após encontro com o secretário de Defesa americano, Robert Gates, em visita a Cabul.

"O Afeganistão quer assumir a responsabilidade de pagar por suas forças, mas isso não vai acontecer nos próximos 15 anos", disse ele.

Gates disse que os Estados Unidos não vão abandonar o Afeganistão como fizeram em 1989, quando houve a retirada das tropas soviéticas do país.

"Queremos ser parceiros (dos afegãos) por muito tempo", disse Gates.

Derrota

Ambos concordaram que o fortalecimento das forças de segurança permanece uma prioridade para o Afeganistão.

O secretário de Defesa disse esperar que o novo ministério a ser anunciado por Karzai já reflita a necessidade de se combater a corrupção no país.

Na segunda-feira, o prefeito de Cabul, Mir Ahad Sahebi, foi o primeiro alto membro do Executivo a ser condenado por apropriação de dinheiro público.

Também nesta terça-feira, Karzai condenou a morte de seis civis, incluindo uma mulher, supostamente em decorrência de uma operação liderada pelas tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na província de Laghman (leste do país).

Uma porta-voz da Otan disse que a operação matou sete militantes e capturou outros quatro, negando a morte de civis.

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