Capitão do Costa Concordia continuará em prisão domiciliar

Promotoria havia pedido prisão cautelar de Francesco Schettino, acusado de ser responsável por acidente com navio em 13 de janeiro

iG São Paulo |

Um tribunal de Florença, na Itália, decidiu nesta terça-feira que o capitão do cruzeiro naufragado Costa Concordia , Francesco Schettino , continuará em prisão domiciliar, negando o pedido da promotoria de Grosseto, que solicitava a medida de prisão cautelar, informou a imprensa italiana.

AP
O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, em foto de 14 de janeiro
O capitão do Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro, é acusado, entre outros crimes, de homicídio culposo múltiplo e abandono de embarcação.

Schettino foi preso em 14 de janeiro , mas a juíza de instrução Valeria Montesarchio decretou no dia 17 sua prisão domiciliar por considerar que não havia risco de fuga. No entanto, quatro dias depois, a promotoria de Grosseto recorreu da decisão da magistrada por acreditar que Schettino poderia fugir e manipular as provas. Já a defesa de Schettino pediu a anulação da prisão domiciliar e sua libertação.

O Costa Concordia, no qual viajavam 4.229 pessoas, incluindo 3.209 passageiros, encalhou depois que Schettino decidiu, supostamente sem autorização, aproximar-se da Ilha de Giglio. Na aproximação, a embarcação chocou-se contra rochas, o que provocou a ruptura do casco do cruzeiro, que chegou a se inclinar em 80 graus.

Infográfico 1: Saiba o que aconteceu com o Costa Concordia

Infográfico 2: Veja comparação entre o naufrágio do Costa Concordia e do Titanic

Até o momento, 17 corpos foram retirados do navio , enquanto 15 pessoas continuam desaparecidas: quatro italianos, seis alemães, dois franceses, dois americanos e um indiano.

Toneladas de combustível

Desde o dia 28 de janeiro, a empresa holandesa Smit e a italiana Neri não conseguem começar a retirada de quase 2,4 mil toneladas de combustível que estão armazenados nos tanques do Costa Concordia por causa do mau tempo que afeta a Itália .

A forte onda de frio não vem permitindo nem mesmo terminar as tarefas de preparação dos tanques, e não há previsão para que as equipes se aproximem do navio novamente. O frio também impediu a retomada dos trabalhos de busca pelos desaparecidos.

Diante da ameaça de possíveis derramamentos, as operações de perfuração dos seis tanques, onde são armazenados 50% do combustível, haviam sido iniciadas e a previsão era esvaziá-los em três semanas. No entanto, ainda há um tanque intacto.

A proteção civil informou que não existe risco de comprometer a estabilidade da embarcação, e a Agência Regional para a Proteção do Meio Ambiente da Toscana (ARPAT) explicou que não foram registrados "fenômenos significativos de poluição" do mar.

No domingo, o prefeito da ilha de Giglio, Sergio Ortelli, pediu a retomada dos trabalhos o mais rápido possível, não só pela possibilidade de poluição, mas também pela proximidade da temporada turística, principal atividade econômica da localidade.

Esse novo revés na remoção do combustível preocupa os moradores de Giglio, já que as tarefas para eliminar o cruzeiro só poderão ser iniciadas quando os tanques forem esvaziados completamente. O responsável da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, calculou que serão necessários de sete a dez meses para remover o cruzeiro Costa Concordia do litoral.

*Com EFE

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