Capitão diz que foi o último a abandonar cruzeiro que naufragou na Itália

Francesco Schettino disse ainda que o sistema de navegação automática da embarcação falhou ao não detectar presença das rochas. 'Não deveríamos ter tido esse impacto'

BBC Brasil |

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O capitão do navio "Costa Concordia", Francesco Schettino, negou neste domingo as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos outros ocupantes e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de evacuação. Schettino, de 52 anos, foi detido pela polícia italiana para interrogatório no sábado (14). Ele está sendo investigado sob a acusação de homicídio e de não prestar auxílio aos passageiros.

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O Costa Concordia naufragou na noite de sexta-feira com cerca de 4.200 pessoas a bordo, incluindo mil tripulantes. Três mortes foram confirmadas e 17 pessoas continuavam desaparecidas ao final da tarde deste domingo. Em uma entrevista transmitida pela TV italiana, Schettino foi questionado se seguiu a máxima de que "o capitão é o último a deixar o barco".

"Fomos os últimos a deixar o navio", ele responde. O capitão afirmou ainda que, de acordo com as informações que ele tem, as rochas que provocaram a ruptura do casco do navio e seu afundamento não teriam sido detectadas pelo sistema de navegação automática da embarcação. Segundo ele, as cartas náuticas não indicariam a presença de rochas no local.

"Não deveríamos ter tido esse impacto", afirmou. O presidente da Costa Crociere, empresa operadora do navio, Gianni Ororato, afirmou que o capitão teria feito uma manobra com a intenção de proteger os passageiros e os tripulantes, mas que ela não foi bem sucedida por causa da rápida inclinação do navio após o impacto.

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