Capital somali volta à calma após morte de 40 em confrontos

Johanesburgo, 23 mai (EFE).- A calma voltou hoje a Mogadíscio, capital da Somália, depois que nesta sexta-feira 40 pessoas morreram e 200 ficaram feridas em combates entre militares e radicais islâmicos, informa a imprensa local.

EFE |

Além do comércio, que abriu normalmente, a população também retomou suas atividades, saindo às ruas a pé ou de carro.

No entanto, ainda há um clima de tensão entre as forças leais ao presidente Sharif Sheikh Ahmed e os radicais islâmicos, que lutam para tirá-lo o poder e que permanecem em suas posições dentro de Mogadíscio, informou a "Rádio Shabelle".

Entre os mortos ontem está o radialista Abdirasak Mohammed Warsame, atingido por vários tiros quando, a caminho do trabalho, se viu preso no meio de um tiroteio.

Mohammed Warsame, conhecido como "Gadao", é o terceiro jornalista e o segundo da "Rádio Shabelle" a perder a vida este ano em virtude dos confrontos na Somália, onde 11 profissionais da área morreram desde 2007, a maioria dos quais foi deliberadamente assassinada.

A organização Jornalistas sem Fronteiras condenou hoje a morte de Gadao. Em nota, disse que, "mesmo quando não são um alvo deliberado, os jornalistas somalis não têm proteção dos ferozes combates que acontecem no país".

Ontem, o Governo da Somália declarou guerra aos grupos radicais islâmicos que tentam derrubá-lo e retomou os combates para "restaurar a segurança" em Mogadíscio, disse o ministro da Defesa, Mohammed Abdi Gandi.

"Estamos usando armamento moderno e soldados bem treinados para reduzir as vítimas civis. Pedimos aos somalis que colaborem com o Governo para que possam se ver livres dos guerrilheiros que os seqüestram com fuzis em riste", disse Gandi. EFE cho/sc

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