Porto Príncipe teve primeira morte por doença que já matou ao menos 544 e contaminou mais de 7 mil

A capital do Haiti, Porto Príncipe, já registrou 73 casos de cólera. Especialistas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS), disseram nesta terça-feira que o número pode aumentar.

O ministério da Saúde haitiano anunciou o número de contaminados e alertou para as condições precárias em Porto Príncipe, onde dezenas de milhares de vítimas do terremoto de 12 de janeiro vivem em situação favorável à propagação de epidemias após a passagem de um furacão que matou 20.

Parentes conversam com parente contaminado pó cólera, caído na rua em Ponde Sonde, no Haiti
AFP
Parentes conversam com parente contaminado pó cólera, caído na rua em Ponde Sonde, no Haiti
"Porto Príncipe é uma imensa favela onde as condições são muito ruins em relação às instalações sanitárias e de água", disse Jon K. Andrus, subdiretor da OPS. "São as condições perfeitas para uma propagação rápida e devemos estar preparados".

Segurança nacional

A epidemia de cólera no Haiti, que desde a metade de outubro deixou ao menos 544 mortos e mais de 7 mil infectados, foi declarada assunto de "segurança nacional" pelo governo, após divulgar nesta terça-feira a primeira morte em Porto Príncipe.

Depois de chuvas torrenciais causadas pelo furacão Tomas na sexta-feira, as autoridades de saúde estão agindo para evitar que as pessoas bebam água não potável.

Os acampamentos de sobreviventes do terremoto, superlotados e em condições insalubres, podem promover a doença. Mas a maioria dos casos confirmados na capital, de acordo com o New York Times, aconteceram entre pessoas que tinham viajado a áreas já afetadas.

*Com AFP

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