Capital da Mongólia vive em calma segundo dia de estado de emergência

Pequim, 3 jul (EFE).- A capital da Mongólia, Ulan Bator, vive hoje em clima de calma seu segundo dia de estado de emergência, após os protestos contra uma suposta fraude eleitoral que deixaram morreram pelo menos cinco pessoas, informou a agência estatal Montsame.

EFE |

A Comissão Eleitoral Geral publicou na noite desta quarta-feira o resultado parcial das eleições de domingo, que com 74,3% dos votos apurados, dá 44 cadeiras e a maioria absoluta ao governista Partido Revolucionário Popular da Mongólia (MPRP, em inglês).

Segundo esses primeiros resultados, o oposicionista Partido Democrático, cujo líder, Tsakhia Elbegdorj, denunciou a compra de votos e subornos dos observadores eleitorais, conseguiu 27 assentos dos 76 do Grande Hural (Parlamento mongol).

As revoltas começaram na segunda-feira, quando milhares de manifestantes saíram às ruas para protestar contra uma fraude após a imprensa estatal anunciar a vitória do MPRP.

Durante os protestos, nos quais houve mais de 300 feridos entre civis e policiais, os manifestantes atearam fogo às sedes do MPRP e do Governo, assim como à principal delegacia de Polícia da capital.

O Grande Hural realiza hoje uma sessão extraordinária para decidir que medidas serão adotadas após os protestos de segunda-feira, segundo o site de notícias independente "Mongolia Web News", enquanto a Polícia e o Exército continuam controlando as ruas.

Na noite de terça-feira, o presidente da Mongólia, Nambaryn Enkhbayar, declarou quatro dias de estado de emergência, assim como a entrada em vigor de um toque de recolher, entre as 22h e as 8h na capital do país.

Enkhbayar também assinou um decreto no qual autorizou o uso da força contra "qualquer tipo de manifestação e atividades de massas ilegais".

Em sua primeira resposta oficial à crise, a China disse hoje que acredita que a Mongólia conseguirá manter a estabilidade e negou que tenha havido um reforço da segurança na fronteira, como destacam algumas informações da imprensa.

Durante 70 anos, a Mongólia viveu à sombra da antiga União Soviética e transformada praticamente em uma de suas repúblicas apesar de manter a independência de fato. EFE cg/wr/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG