Capacetes de marines americanos terão sensores para fins médicos

A Marinha americana prepara sensores para serem instalados nos capacetes dos soldados, com o objetivo de medir a potência das explosões à beira das estradas e registrar dados potencialmente úteis para o tratamento de Traumatismos Craniocerebrais, ou Cranioencefálicos (TCC).

AFP |

David Mott, do Laboratório de Pesquisa Naval, apresentou nesta terça-feira o resultado de suas pesquisas que revelam que, ao mesmo tempo que os capacetes protegem contra as explosões, também canalizam a onda de choque causadas por elas para diferentes partes do crânio.

"A comunidade médica não entende realmente o que causa os TCC. Segundo algumas teorias, é a pressão direta gerada na cabeça (por uma explosão). Para outras, é o efeito acumulado de várias explosões menos potentes", explicou Mott por telefone, de San Antonio (Texas, sul), onde participava de uma conferência científica.

Os sensores criados para equipar os capacetes poderão registrar a seqüência das explosões a que um soldado tiver sido exposto, acrescenta o autor, dando, assim, uma indicação da gravidade e da orientação da deflagração.

Segundo ele, isso permitirá reconstituir o histórico dos acontecimentos aos quais os marines foram expostos.

"Depois, se aparecerem problemas de saúde (...) esse registro talvez permita estabelecer um vínculo", justificou.

Alguns protótipos foram fabricados, mas o projeto ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento.

Os resultados apresentados por Mott mostram que uma onda de choque causada por uma explosão se propaga debaixo do capacete e alcança a cabeça. A questão é que, embora o capacete proteja bem a parte da frente da cabeça, a parte de trás fica mais vulnerável.

jm/tt

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